quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Anderson Tinoco acredita que a nova gestão começa a engrenar e Rio Bonito vai avançar

Flávio Azevedo

O vice-prefeito Anderson Tinoco defende investimentos na produção orgânica como forma de fortalecer o produtor rural de Rio Bonito.
Convidado a fazer um balanço dos sete primeiros meses de gestão da prefeita Solange Almeida (PMDB), dentro da série de entrevistas que estão sendo realizadas sobre esse assunto pelo jornal O TEMPO, o vice-prefeito Anderson Tinoco, o andinho (PSDB) reconhece que pouco foi feito; justifica o pouco que aconteceu pelo fato da casa estar sendo colocada em ordem pela nova administração; garante que nos próximos meses o governo vai engrenar, “algumas coisas já estão acontecendo”; e afirma que “toda aquela expectativa positiva em relação a nossa gestão, que assumiu no último dia 1º de janeiro, será alcançada”.
– Vejo os seis meses como muito positivo, porque encontramos a Prefeitura muito sucateada, o município muito carente de realizações e com o decorrer do tempo nós estamos conseguindo ajustar muitas coisas. Empresas estão querendo vir para a cidade, investimentos importantes estão chegando, concordo que erramos e acertamos, mas tudo que fizemos foi para fortalecer o crescimento do município. O problema é que junto com o crescimento surgem os problemas relacionados a Segurança, Saúde, Habitação, Desemprego e isso nos preocupa – analisou.

Formado num lar evangélico, o vice-prefeito sempre trabalhou, em campanha, a importância da família. A criação de meios que estimulem o desenvolvimento econômico do município também foi outro tema defendido pelo vice-prefeito. Pelas suas raízes no interior do município, Anderson Tinoco, que também é produtor rural, se identifica com o homem do campo e as suas necessidades. Questionados sobre esses temas ele afirma que essas preocupações estão mantidas e declara que a atual gestão está permanentemente pensando nesses setores.

O vice-prefeito começou abordando a classe empresarial, os impactos trazidos pelo Comperj, a necessidade urgente de qualificação profissional e os arrojados investimentos previstos para o setor imobiliário. Sobre a suposta proibição da circulação dos ônibus que transportam os funcionários do Comperj, iniciativa que tem gerado muita polêmica, porque vários trabalhadores e empresas teriam rescindido contratos e os prejuízos já estariam sendo contabilizados pelo setor imobiliário, Tinoco comentou que a ideia é dar ordenamento ao trânsito.
– Nós contamos cerca de 30 ônibus passando pelo Centro e ajudando o nosso conturbado trânsito ficar ainda mais confuso. Preocupados com isso, nós criamos uma estratégia para tentar diminuir esses problemas. Ou seja, os coletivos tem acesso a Av. Manuel Duarte, a Av. Sete de Maio, mas não as principais ruas do Centro – revelou Tinoco, que também falou sobre a formação da população, sobretudo os mais jovens.

Ainda segundo Anderson Tinoco, emprego e qualificação são preocupações constantes da prefeita, que está em busca de parcerias para tornar isso realidade. “Nós estamos trabalhando bastante nessa direção; e a partir do próximo ano nós teremos notícias importantes sobre essa questão”. Sobre o fortalecimento das famílias, o vice-prefeito acredita que o poder público tem que cuidar de pessoas e logicamente das famílias. Quando falamos de emprego, Educação, Saúde, Bem Estar e os demais setores, estamos falando de atender melhor as famílias que é a base da sociedade.
– A prefeita criou a Secretaria Municipal Antidrogas, exatamente por demonstrar uma preocupação com esse tema, que é responsável por destruir tantas famílias. Precisamos resgatar os valores, preconizar o respeito ao próximo e acontecendo isso a cidade certamente será melhor – destacou.

A respeito do homem do campo, as suas expectativas, os incentivos que eles cobram para que a Zona Rural seja fortalecida, o vice-prefeito coloca que as coisas mudaram muito nos últimos 30 anos. Ainda segundo ele, a realidade dos anos 80 não volta mais; o clima mudou; as pragas chegaram; a produção, hoje, é muito cara; “mas é possível fortalecer a área rural com novas estratégias, que pode ser, por exemplo, a exploração dos produtos orgânicos, que tem uma demanda crescente”.
– Nós precisamos, além disso, de investimento nas estradas, para o escoamento da produção; fortalecer e estruturar o mercado municipal e a feira livre, que estão descaracterizados; precisamos motivar o produtor; e o mais importante: organizar o setor; conscientizar a categoria de que eles precisam estar unidos; e mostrar ao produtor o filão que é a produção orgânica, que está tendo grande procura nos grandes centros – frisou Tinoco, acrescentando que “mesmo em Rio Bonito já existe esse público que consome os produtos orgânicos”.

O que são produtos orgânicos?

São alimentos sadios, limpos, cultivados sem agrotóxicos e sem fertilizantes químicos. Eles provêm de sistemas agrícolas baseados em processos naturais, que não agridem a natureza e mantêm a vida do solo intacta. As técnicas usadas para se obter o produto orgânico incluem emprego de compostagem, da adubação verde, o manejo orgânico do solo e da diversidade de culturas, que garantem a mais alta qualidade biológica dos alimentos. O produto orgânico é completamente diferente do produto da agricultura convencional, que emprega doses maciças de inseticidas, fungicidas, herbicidas e adubos químicos altamente solúveis. 

Esses agroquímicos fazem com que os alimentos tenham baixo valor nutricional e, em sua toxicidade pode estar a causa de muitas doenças, que afetam o homem, em proporção crescente. Além do mais, esses agroquímicos contaminam o ambiente, poluindo a água, o ar, a terra, a flora e a fauna. A Agricultura Orgânica é o modo verdadeiramente científico e respeitoso de produzir alimentos saudáveis e assegurar a integridade do meio ambiente.

Razões para consumir os orgânicos

Seu sabor é melhor – O sabor é pessoal, porém existem certos critérios determinados por "degustadores" que afirmam que os alimentos orgânicos possuem mais "gosto" que os alimentos produzidos pelo sistema convencional.

É mais saudável - Os produtos orgânicos crescem sem pesticidas e fertilizantes químicos sintetizados artificialmente. Muitas pessoas possuem hábitos de descascar a cenoura para o preparo de uma salada, devido à possibilidade de ingestão de pesticidas presentes em sua casca. Escolhendo os produtos orgânicos, o consumidor usufrui na totalidade as frutas e vegetais sem a preocupação com o consumo de pesticidas.

São produtos livres de organismos geneticamente modificados – A prática da engenharia genética cria novas formas artificiais de vida que não possuem um desenvolvimento natural. Este processo visa extrair e enxertar genes de uma espécie em outra, para criar novos tipos de safras e animais, objetivando assim uma melhor produtividade e colheita. O assunto é polêmico e ninguém pode afirmar categoricamente sobre os efeitos destes alimentos na genética dos nossos filhos e netos.

É uma cultura que está em harmonia com o meio ambiente – Fertilizantes artificiais e pesticidas são levados aos rios, lagos e lençóis freáticos através das chuvas e/ou irrigação. Traços de pesticidas são encontrados em peixes, gado e outros animais que se nutrem destas águas.

É uma agricultura sustentável – Nos anos 90 foi bem difundida a cultura de "usar o solo até esgotá-lo". Em uma fazenda orgânica as gerações futuras podem usufruir da terra e seus benefícios, pois este tipo de cultura nutre o solo, alimentado-o naturalmente com produtos originados por compostagem e estercos.

É mais nutritivo – Alimentos frescos orgânicos normalmente possuem menor teor de água em sua composição, quando comparado com os alimentos convencionais (aproximadamente 20% menos). Isto significa que os nutrientes estão mais concentrados. Assim como o conteúdo de açúcar, motivo do sabor mais adocicado dos vegetais orgânicos. Produções orgânicas tendem a ter maiores níveis de vitaminas, como em tomates orgânicos, que contêm 23% mais vitamina A do que os convencionais.


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