sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Conselho Municipal de Habitação vê descaso da Prefeitura às solicitações do órgão

Flávio Azevedo 
Conselheiros debatem os assuntos em pauta durante a reunião do último dia 28 de janeiro.
O Conselho Municipal de Habitação de Rio Bonito se reuniu na última terça-feira (28/01), para a primeira reunião do ano de 2015. A falta d’água para as localidades do Cajueiro e 2º Distrito de Rio Bonito, com destaque para o Parque Andréa, foi tema das conversas entre os conselheiros. O desabastecimento do Rio Vermelho também foi assunto. A principal pauta da reunião foi as respostas consideradas “evasivas” que o poder Executivo tem oferecido aos questionamentos feitos pelo Conselho.
– Na verdade, as respostas que nos são oferecidas não dizem nada. Elas são inconclusas e não trazem nenhum esclarecimento. O desrespeito não é conosco, mas com as entidades aqui representadas. A Prefeitura está negligenciando respostas a sociedade, porque esses conselheiros representam o Parque Andréa, o Rio Vermelho, o Sindicato, entre outros setores aqui representados e estamos enfrentando essa situação há dois anos – reclamou o presidente Izaqueu José Vieira.

O presidente do Conselho afirmou que depois de dois anos recebendo respostas que não trazem lucidez aos questionamentos, a prefeita Solange Almeida será convidada para participar do Conselho numa reunião que ocorrerá às 15h, do dia 4 de março, na Câmara Municipal de Vereadores. “A reunião é pública, a população deve comparecer, o assunto Habitação é do interesse de todos; e esse é o local onde os temas relacionados a esse setor devem ser discutidos”, frisou o presidente.

Em relação ao abastecimento de água do 2º Distrito, a primeira pergunta endereçada a Chefia de Gabinete da Prefeitura foi relacionada ao término da instalação da rede de água potável e aos planejamentos direcionados ao setor de Habitação do município.
– Nessa questão, por exemplo, nós iniciamos os questionamentos em junho, recebemos uma resposta sem conteúdo em agosto; reiteramos as perguntas em outubro; e no mesmo mês recebemos outra resposta que não nos diz nada. A verdade é que o Conselho não consegue desenvolver os seu trabalho, porque o município não responde o que perguntamos – reclamou o presidente.

Em relação ao abastecimento de água do Cajueiro, a resposta veio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação, que respondeu de acordo com parecer do fiscal do setor e do setor operacional da CEDAE. A resposta, questionada pelo Conselho, esclarece que algumas residências recebem água e outras, sobretudo as casas com testada para a rua principal serão abastecidas até outubro de 2014. As demais moradias, aquelas que estão em ruas secundárias da localidade, serão alvo de um estudo da CEDAE para receber água futuramente.
– O problema é que não nos ofereceram uma data, um cronograma, simplesmente mandaram um parecer do setor operacional da CEDAE. Aqui na outra resposta a orientação que nos oferecem é fazer o questionamento a Secretaria Municipal de obras e Serviços Públicos, nos dizem que existe um projeto de construir 500 unidades habitacionais no Ipê, através do Programa Minha Casa Minha Vida, mas tudo sem data, perspectiva de início, execução etc. – reclamou o presidente, acrescentando não descarta consultar o Ministério Público, uma vez que as respostas do poder Executivo estão inviabilizando as ações do Conselho.  

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Cancelamento do Carnaval de Rio Bonito é enganação e expõe desarrumação administrativa

Flávio Azevedo 
A nota divulgada pela Prefeitura de Rio Bonito anunciando a não realização dos festejos de "Momo".
A Prefeitura de Rio Bonito anuncia o cancelamento dos festejos carnavalescos em 2015. Todavia, não há informações precisas sobre as razões que motivaram essa iniciativa e qual será a destinação dos recursos que seriam investidos na festa de “Momo”. E os gastos realmente desnecessários, às vezes, até indevidos, também serão cancelados? Será que outros ralos da administração pública também serão renunciados? Não seria o cancelamento do Carnaval uma repetição daquela anedota do sujeito que surpreende a esposa com o “Ricardão” no sofá da sala e, por isso, ele resolve jogar o sofá fora?

O fato não é inédito, uma vez que Brasil a fora, outros municípios estão tomando iniciativa similar. Em Lagoa da Prata (MG), a festa foi cancelada por uma questão de segurança. Segundo a Prefeitura local, como as cidades vizinhas cancelaram a festa, os foliões dos outros municípios iriam para Lagoa da Prata e ela não teria estrutura para receber tantos foliões.

Em Ariquemes (RO), por medidas de economia, o Carnaval foi cancelado. O prefeito local disse que vai economizar R$ 120 mil que serão destinados a outras áreas da administração pública (sem especificar quais). Em Ariquemes, o prefeito disse que a população terá a oportunidade de brincar o Carnaval nos clubes da cidade. Essa colocação do prefeito de Ariquemes abre espaço para questionarmos a programação de Carnaval dos principais clubes de Rio Bonito. Alguém sabe?

Em 2013, o prefeito de Petrópolis, Rubens Bomtempo chamou a atenção de todo Brasil quando cancelou os festejos de “Momo”. Ele anunciou que o montante a ser investido era da ordem de R$ 1 milhão e garantiu que esse recurso seria investido na Saúde do município. Contudo, os chamados “blocos de embalo” e matinês promovidas pela Prefeitura em determinados pontos da cidade foram mantidos.

No município de Sobral (CE), o Carnaval 2015 também foi cancelado. Segundo o prefeito local, o recurso que seria direcionado a festa vai para o combate a seca que atinge a cidade. O dinheiro será empregado na contratação de carros pipas para atender a população e na perfuração de poços. O objetivo é amenizar a falta d’água que atinge Sobral. A falta d’água também é a razão do cancelamento do Carnaval de Itabira (MG). Em Jaboatão dos Guararapes (PE), o prefeito cancelou os festejos de “Momo”, um valor da ordem de R$ 1 milhão. O recurso economizado, segundo o prefeito, será destinado a Saúde e Educação.

A verdade é que o cancelamento do Carnaval em Rio Bonito é uma tremenda duma conversa fiada, uma vez que na atual administração, os investimentos em festejos, entre eles o Carnaval, são ridículos. É claro que seria muito bom se todos os governantes resolvessem economizar e cortar gastos desnecessários, mas será que é o cancelamento do Carnaval que vai sanear as dívidas do município?

Outro aspecto a se analisar é que as prefeituras recebem verbas dos governos estadual e federal para todas as áreas; e o prefeito tem que saber gerenciar esses recursos e lutar para ampliar essa captação. Diga-se de passagem, quando sobe no palanque na corrida pela eleição, o candidato a prefeito promete mundo e fundos e esquece que o município, como toda empresa, tem orçamento, compromissos a saldar e enfrenta problemas de toda ordem. Portanto, não realizar o Carnaval é muito mais uma questão de incompetência administrativa do que propriamente uma medida de economia, uma vez que os ralos que realmente estão consumindo com os recursos públicos continuam intocáveis.

Hospital Darcy Vargas é alvo de “Operação Asfixia”

Flávio Azevedo 
O Hospital Regional Darcy Vargas é a principal referência de atendimento hospital para Rio Bonito, Tanguá e Silva Jardim.
O Hospital Regional Darcy Vargas (HRDV) passa por um momento delicado. Além das questões administrativas ocorridas na instituição que ainda não foram esclarecidas, o HRDV, agora, sofre com a “Operação ASFIXIA”. O HRDV é um importante instrumento de promoção à Saúde não só para Rio Bonito, mas para toda Região. Talvez, pela presença do HRDV sempre conosco (mal ou bem financeiramente), o riobonitense não reconheça a importância dele para nós. O HRDV é criticado, é alvo de reclamações, porém, é um dos nossos orgulhos.

Feito esse preâmbulo, já é possível nos aprofundar na “operação ASFIXIA”, que oprime financeiramente o HRDV, mas penaliza exclusivamente a população. A sociedade é formada por gente ingênua, por pessoas que classificam o óbvio como “teoria da conspiração”; e por uma minoria sem escrúpulos. Rio Bonito não é diferente disso. E é nesse cenário que se desenrola a trama que pretende aniquilar o Hospital. Se você tem estômago sensível, cuidado, por se tratar de uma novela que provoca náuseas.

Durante a reunião do Conselho Municipal de Saúde dessa quarta-feira (28/01), alguns assuntos tratados nos permite entender a engenharia da “Operação ASFIXIA”. O HRDV tem dívidas com funcionários, prestadores de serviço, fornecedores e também com FGTS (dívidas já parceladas), INSS (dívidas já parceladas) e Receita Federal (dívida ainda em aberto). Segundo informações, a direção do HRDV pleiteia fazer um empréstimo da ordem de R$ 4 milhões, sendo R$ 3 milhões com a Caixa Econômica Federal; e R$ 1 milhão junto a Unicred. Esse recurso viabilizaria o pagamento de todas as dívidas e ainda permitiria que Hospital contasse com um capital disponível para evitar novos atrasos.

Representantes do HRDV presentes a reunião do Conselho de Saúde e conselheiros confirmaram que o dinheiro do Programa de Apoio aos Hospitais do Interior (PAHI), recurso oriundo do governo do Estado, não é repassado desde maio de 2014. O montante, hoje, é da ordem de R$ 1 milhão. A ASFIXIA começa a ser percebida quando descobrimos que o Plano Operativo Anual (POA), contrato assinado entre Prefeitura e Hospital Darcy Vargas, determina que “caso o Estado não repasse os recursos do PAHI, a Prefeitura deve efetuar o pagamento até que o Estado regularize a questão”. E por que a Prefeitura não efetuou esse pagamento?

Ainda segundo informações obtidas no Conselho Municipal de Saúde, uma das razões para o HRDV não conseguir concretizar o empréstimo junto a Caixa Econômica Federal é a dívida com a Receita Federal, que é referente aos débitos com o Imposto de Renda. Todavia, “com influência política seria possível convencer a gerência do banco a liberar o empréstimo”. Por que até agora se resolveu isso?  Será que realmente está existindo esse esforço?

A greve dos profissionais de enfermagem do HRDV é justa, é legal e não há o que reclamar da categoria, que realmente está sofrendo com seguidos atrasos salariais e com o não pagamento do 13º Salário. Contudo, o período de paralisação será determinante para que o HRDV novamente não alcance as suas metas previstas no POA, o que vai diminuir ainda mais a entrada de recursos nos cofres da instituição. Sem dinheiro, novos atrasos ocorrerão para aqueles que contam com recebíveis provenientes do Hospital.

Em várias entrevistas e participação em reuniões, a prefeita Solange Almeida tem dito que não tem nenhum interesse em municipalizar o Hospital, mas algumas correntes aventam a possibilidade de que a “Operação ASFIXIA” teria como objetivo provocar o encerramento das atividades da instituição; uma natural intervenção; e a entrega da gestão do HRDV a uma OSS (Organização Social de Saúde), que no Estado do Rio de Janeiro, segundo o professor, Tarcísio Motta (candidato a governador nas eleições de 2014), são comandadas pelos deputados, Paulo Melo e Eduardo Cunha, coincidentemente, nomes apoiados pelo atual governo municipal e apresentados para o riobonitense como “parceiros”.

Bem, não acreditamos ser mais necessário continuar explicando a “Operação ASFIXIA”, porque quem até aqui não entendeu o que pode estar acontecendo, certamente não entenderá mais.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Fios e postes confirmam que estamos na Idade da Pedra

Flávio Azevedo 
Prezados proprietários de empresas de Internet e técnicos do setor, o volume de reclamações que eu recebo a cada dia criticando a prestação de serviço de vocês é muito grande. Nenhuma empresa do se setor se salva. Todas são duramente criticadas pelos usuários. Como eu tenho um pouquinho de conhecimento, eu sei que as questões climáticas interferem nessa prestação de serviço, porque os raios curtem cair nos equipamentos, o que causa perdas consideráveis.

Sendo assim, não está na hora das empresas do setor abandonarem esse modelo arcaico de “internet de poste” e migrar para uma instalação subterrânea? Já não passa da hora de, verdadeiramente, essas empresas começarem a trabalhar com fibra ótica, para que a prestação de serviço seja diferenciada aos seus usuários?

Por outro lado, será que não está na hora do próprio município, através da Prefeitura e da Câmara de Vereadores, começar a criar uma legislação que acabe com esses fios horrorosos pendurados em postes? Que tal fazer tudo isso subterrâneo? Por que não trazer a sociedade civil organizada, sobretudo a Associação Comercial e Industrial de Rio Bonito (Ascirb) e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) para participar desse debate?

Rio Bonito já tem uma Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e tem ainda a Secretária Municipal de Desenvolvimento Urbano. O problema é que o esperado “desenvolvimento”, por uma série de razões, está longe de acontecer. Na boa, eu espero que os puxa sacos fiquem calados (até porque só entendem de puxar o saco), porque esse texto não é direcionados à pessoas, mas aos gestores do setor público e privado.

Já passou da hora de Rio Bonito evoluir em todos os aspectos!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Mais uma do Hospital Darcy Vargas

Flávio Azevedo 
Conforme ficou decidido na última semana, nessa quinta-feira (22/01), os profissionais da área de enfermagem do Hospital Regional Darcy Vargas (HRDV) entram em greve. Entre as reivindicações da categoria está o recebimento do pagamento de dezembro, o 13º Salário, entre outros. O engraçado é que depois de um longo silêncio, a direção do HRDV soltou uma nota (foto) dizendo não reconhecer a legitimidade do Sindicato Intermunicipal de Técnicos e Auxiliares em Enfermagem do Estado do Rio de Janeiro (SINDTEA-RJ) e usou como justificativa a pendenga judicial que o órgão tem com o antigo Sindicato da categoria.

Causa estranheza essa reação da direção do HRDV, porque na hora de usar o SINDTEA-RJ e a categoria da enfermagem, para fazer passeata pelas ruas de Rio Bonito e levar a população a acreditar que a culpa dos problemas enfrentados pela instituição eram unicamente da Prefeitura, o sindicato era reconhecido! Agora, porém, como o Sindicato se posta contra o HRDV descobriram que ele não tem legitimidade! Não é curioso?

Bem, já começa enojar essa empáfia de certos setores da sociedade de Rio Bonito. Gente que constantemente tenta insultar a nossa inteligência com as suas malandragens! Eles acham que só eles têm cérebro! Só pode ser isso! Por isso, façam um favor para os colegas da enfermagem, vão plantar batatas e deixem de ser caras de pau! Greve neles galera!

E quanto a legitimidade do SINDTEA-RJ, saibam que a greve é da categoria, não do sindicato. Aliás, um movimento que chega com 20 anos de atraso. Será que estão sabendo a história de que algumas famílias começam a passar necessidade? Isso não dá vergonha? Desculpem, mas a minha indignação de anos (eu sou técnico de enfermagem e fui funcionário do HRDV) não me permite escrever outra coisa! Creio que toda a categoria, com exceção de alguns bobalhões, está farta desses joguinhos babacas que se arrastam há anos.

E a categoria tem que agir como se estivesse tudo bem. Alguém avisa a direção do HRDV, que não basta fazer campanha para doar cesta básica para os funcionários que estão passando necessidade, porque o salário devido não compra só comida. Eles precisam da grana para pagar aluguel, cartões de crédito, luz, água, entre outros compromissos. Esses patrões são uns caras de pau! Famílias inteiras passando necessidade e os caras achando que distribuir cesta básica e soltar notinha contra o Sindicato vai arrefecer o movimento que é da categoria e não do Sindicato.

A minha sugestão é a seguinte: desculpe o termo, sentem o “chundum” e pensem em como arrumar dinheiro! Finalizo perguntando outra vez: porque as pessoas têm dificuldade de se associar ao HRDV? Todos os dias eu encontro relatos de gente que deu o nome para se associar, preencheu a documentação exigida, mas ou não obteve resposta ou foi classificada como sem perfil para ingressar no quadro de sócios! Outra coisa: os funcionários, dos médicos aos auxiliares de serviços gerais, todos deveriam ter direito a voto nas eleições que definem o mandatário da instituição.

Serpente encontrada no Centro de Rio Bonito aponta para alguns desequilíbrios

Flávio Azevedo 
A cobra foi fotografada por curiosos próximo ao Cartório, na Praça Fonseca Portela.
Por volta das 11h dessa terça-feira (20/01), uma visitante pouco comum deixou em polvorosa o Centro de Rio Bonito. Uma serpente da espécie Corallus Hortulanus, popularmente conhecida como “cobra veadeira ou suaçubóia”, atraiu dezena de curiosos. Prima da Jiboia (familiar mais conhecida), ela foi encontrada na Rua Dr. Marinho (Rua do Papaola). Assustada com a aglomeração de pessoas, o réptil fugiu até a Praça Fonseca Portela. Na Rua Monsenhor Antônio de Souza Gens (Rua da Prefeitura), ela se abrigou em um carro. O volume de curiosos aumentou. A Guarda Municipal, a Polícia Militar e até o Corpo de Bombeiros, foram chamados.

A captura da serpente, um macho que media 1m36cm, foi feita por uma equipe da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, composta pelo veterinário, Felipe Thomé Schettini; e pelo biólogo, Leonardo Luiz de Almeida Ferreira. O veterinário explicou que esta espécie de cobra não é de interesse medico, pois não produz peçonha (não é venenosa).
– São serpentes arborícolas. Ou seja, vivem nas copas das arvores, se alimentando de aves, pequenos lagartos e eventualmente roedores, quando vão ao solo. Nessa época quente do ano, os repteis realmente ficam mais ativos, podendo ser avistados com facilidade – explica Schettini, que é especialista em animais silvestres e exóticos.

Todas as vezes que um animal silvestre é capturado existe um protocolo a ser seguido. “Nós realizamos alguns testes e diagnósticos, são coletadas amostras de sangue, fazemos a biometria do animal, etc.”. O veterinário explicou que no caso dessa serpente, foram encontrados alguns “hemoparasitas” na análise do sangue, sendo necessário que ela receba tratamento medicamentoso. “O exame de sangue será repetido, para ver se ela melhorou e posteriormente encaminhamos para soltura, num local que não divulgamos para não atrair a atenção dos traficantes de animais silvestres”.

Atrações para a serpente 
O veterinário Felipe Schettini mostra a serpente capturada em uma das suas fotos no Facebook
Para a nossa reportagem, o veterinário explicou que “devido ao desmatamento ativo e queimadas que ocorrem em nosso município, essas aparições estão ficando cada vez mais frequentes”. Ele destaca ainda, que o aumento da produção de lixo promove o crescimento dos roedores (rato), que personagem principal na cadeia alimentar  das serpentes. “Quanto a existir serpentes na pracinha, acredito que seja muito difícil, pois elas têm medo do homem, e a pracinha é um local que tem sempre muita gente, o que acaba não dando espaço pra elas”, explicou Schettini, assegurando que “não existe “invasão das cobras”, nós é que invadimos o espaço delas”.

O veterinário recomenda atenção das pessoas, “porque com certeza podemos ter encontros com as serpentes em nossas residências, carros etc.”. Ele alerta que quando alguém se depara com uma situação dessas, não se deve matar a cobra, pois todos os animais silvestres, incluindo as serpentes, pertencem a União e tirar a vida desses animais é crime.
– A pessoa que mata um desses animais pode ser autuada por crime ambiental. O que deve ser feito é ligar para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (2734 0192), onde eu, como medico veterinário; e o biólogo, Leonardo Ferreira; realizamos o trabalho de resgate e soltura desses animais em áreas preservadas e longe dos perigos da civilização, protegendo as pessoas e os próprios animais – orienta Schettini, frisando que “não existe uma formula para que as serpentes não apareçam em nossas residências ou local de trabalho. Podemos sim, não deixar lixo e entulhos acumulados para evitar a proliferação de roedores”.

A cobra capturada em tratamento.
Finalizando as suas colocações sobre o assunto, o veterinário afirma que “devemos olhar para as serpentes com outros olhos, pois cada ser vivo tem o seu papel no meio ambiente, no caso delas, realizam controle de pragas urbanas como os roedores”.
– Devemos perder esse costume que vem de tempos antigos, de que quando se encontra uma cobra tem que matar. Além de ser crime ambiental, promove um desequilíbrio ecológico enorme. Uma curiosidade, somente para enaltecer o valor das serpentes: o captopril, remédio muito popular para controle da pressão arterial, é derivado da peçonha das jararacas – finaliza.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

População de Rio Bonito reclama falta d’água e CEDAE culpa estiagem e cobra uso consciente do produto

Flávio Azevedo 
No último mês de novembro, o chefe do núcleo local da CEDAE, Miguel Rinaldi (E) esteve no programa Flávio Azevedo onde concedeu entrevista sobre a questão da água.
A falta d’água atinge Rio Bonito de uma forma que nunca se viu. Sem as tradicionais e costumeiras chuvas de verão, a chefia do núcleo da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (CEDAE) diz que a responsabilidade pela falta d’água é da estiagem. Tecnicamente a argumentação é de que as altas temperaturas fazem o consumo aumentar. Por outro lado, o calor e a falta de chuvas causam a diminuição da produtividade dos mananciais. Acrescente a isso, o comportamento do brasileiro, sobretudo o nativo da Região Sudeste, que ainda não sabe utilizar a água de maneira consciente e responsável. Em participação num debate promovido no Facebook, o chefe do núcleo da CEDAE, Miguel Rinaldi, fala sobre os prejuízos da estiagem; reconhece que tem dificuldade para abastecer determinados bairros; e pede que a população economize água.
– Estamos vivendo uma situação atípica. Um verão com altíssimas temperaturas e sem chuvas! Várias cidades estão sofrendo. Para você ter uma ideia precisamos de 150 litros de água por segundo para abastecer a cidade e estamos com apenas com 110 litros, às vezes 115. Não temos como aumentar a produção. Precisamos de chuva e da colaboração dos moradores! Estamos fazendo manobras para amenizar esse sofrimento. Estou há oito anos à frente da CEDAE de Rio Bonito e até então nunca havia vivenciado essa situação – discorreu Rinaldi.

O chefe da local da CEDAE acrescentou que a produção de água tratada trabalha 24 horas e faz uma colocação preocupante: “está faltando água bruta para tratarmos”. Ele afirma que a vazão da Serra do Sambe caiu demais e o rio Bacaxá, em Lavras, está uma lâmina de água. “Eu tenho três bombas lá jogando água para estação, mas não está dando vazão”. Na oportunidade, ele apela para que a população “economize”. Ainda segundo Rinaldi, “o riobonitense não está acostumado a essa situação, mas o consumo diário de cada pessoa está chegando aos cerca de 300 litros de água, um consumo muito alto”.

Novos pontos de captação 
As antigas e caudalosas cachoeiras de Rio Bonito, como essa que vemos na imagem, localizada em Tomascar, por conta da estiagem estão com o volume de água cada vez menor.
Questionado sobre outros pontos de captação, pelos menos nesse tempo de estiagem, por exemplo, a água do Parque da Caixa D’Água e a Biquinha da Bela Vista, o chefe do núcleo da CEDAE afirma esses pontos não suportariam a captação. “Se eu colocar um tubo de 300 mm na biquinha e jogar para estação, ela seca, não tem recuperação, e assim aconteceria com outros mananciais. Precisamos de um manancial com volume e capacidade natural de recuperação. Estamos pensando, em médio prazo, captarmos água no rio São João ou até da Lagoa de Juturnaíba, numa distancia em adução de quase 40 km. Aí acredito num futuro hídrico melhor”, ponderou Rinaldi.

Quanto aos investimentos e avanços que se espera da CEDAE, Miguel Rinaldi lembra que ele é feito pelo corpo técnico e pela diretoria da Cedae. “Nós do núcleo de Rio Bonito não temos essa autonomia”. Ainda segundo Rinaldi, ele está preparando um relatório minucioso sobre cada dia da crise de falta d’água para ser enviado à direção da CEDAE.
– Hoje, eu preciso de 45 litros por segundo a mais de água. Para você ter uma ideia para abastecer o bairro do Basílio todo, eu preciso de oito litros de água por segundo, então como eu tenho uma vazão hoje de 110 litros por segundo e estou precisando de 45, eu tenho quase seis bairros do porte do Basílio a menos de água. Gastaríamos recursos, mas não teríamos o resultado esperado, porque a vazão desses mananciais sugeridos (Biquinha e Caixa D’Água) diminui a cada dia por conta da falta de chuvas – analisa Rinaldi, acrescentando que “nunca rezei tanto pedindo chuva, o que realmente nós precisamos para aumentar a vazão da Serra do Sambe”.

Indignação 
No local onde uma moradora flagrou o desperdício de água é um ponto de abastecimento e caminhões pipas e do Corpo de Bombeiros. 
Com toda reclamação de falta d’água gerou indignação um vídeo da água sendo desperdiçada na sede da própria CEDAE. O vídeo, gravado na madrugada do dia 17 de janeiro e postado no Facebook, mostrava a borracha que abastece os caminhões pipa e carros do Corpo de Bombeiros, vazando água. Questionado sobre o assunto, Miguel Rinaldi explicou que é costume deixar o acesso a “tomada” (registro para abrir e fechar) franqueado, “mas algum irresponsável deixou aberto”. Também indignado com o que aconteceu, o chefe da CEDAE pediu desculpas a população e garantiu que a partir da próxima segunda-feira (19/01) o acesso seria restrito aos homens do Corpo de Bombeiros.
– Já vi que não posso confiar em ninguém e infelizmente terei que colocar cadeados e correntes nos horários fora do nosso expediente comercial. Algum carro pipa chegou para abastecer e não devia ter água na tomada, aí esse irresponsável, que deveria ter fechado o registro, não fechou. Quando a água retornou, deveria ser fora do horário de expediente, e ficou jogando fora por algum tempo. Às vezes deixava a tomada liberada porque o carro dos bombeiros já abasteceram várias vezes à noite e de madrugada, como foi no caso do incêndio da Nutriara. Eu acho de muita má fé tentar desfazer todo um trabalho de tantos anos por instantes de falha. Quero pedir desculpas mais uma vez ao povo de Rio Bonito. Isso que aparece no vídeo não é uma constante. Aconteceu uma vez em oito anos que estou à frente da CEDAE – justificou.

Bairros periféricos comprometidos 
No pitoresco Parque da Caixa D'Água, o volume de água nas piscinas naturais já não é o mesmo de outrora. O local passa por uma reforma, mas o volume de água é muito inferior ao que era visto recentemente.
O chefe do núcleo local da CEDAE acrescenta que está com dificuldade de abastecer bairros que estão localizados em “pontas de rede” e imóveis que são sobrados e não tem cisternas. Ele acrescenta que o Green Valley tem recebido água dia sim, dia não e reconhece que abastecer o Rio Vermelho é um grande desafio. “Mas estou trabalhando para resolver com o aumento da capacidade da bomba do Rio do Ouro para pressurizar a rede e melhorar o abastecimento para esses dois bairros”. Quanto ao bairro Monteiro Lobato, o BNH, ele acrescenta que o problema consiste no fato de não ter sido a CEDAE que fez a rede da localidade.
– Outra dificuldade desse bairro é que as casas em sua maioria não têm reservatórios dimensionados pela Cedae! As travessas 06, 07, 08, e 09; estão sofrendo. Estou estudando uma forma de reforçar essa manobra, mas para piorar a maioria das casas são de dois pavimentos e sem cisterna – destaca Rinaldi, acrescentando que “a cisterna se tornou um instrumento tão importante quanto a própria caixa d’água, “porque a água chega no baixo, mas por estar com pouca pressão, ela não sobe até a cisterna, que fica, geralmente, no segundo ou até no terceiro pavimento”.

Quanto ao Basílio e localidades adjacentes, ele comenta que a água do salto está bem reduzida e o consumo muito elevado! Ele acrescenta que o Basílio é um dos bairros com maior índice de desperdício e, por isso, ele pede que a população economize.
– Peço que os moradores do Basílio e bairros próximos coloquem boias nas caixas d’água. Para a população em geral o meu apelo é que não troque água das piscinas; peço que as agências de carro não lavem os carros; que as empregadas domésticas e donas de casa não empurrem os lixos com jatos de água; e que as pessoas construam cisternas em suas casas, porque a água é uma responsabilidade de todos nós – apela.

A Lei Mordaça continua imperando em Rio Bonito

Flávio Azevedo
A perseguição ao direito de expressão continua solta em Rio Bonito. Depois das denúncias de que funcionários do Hospital Darcy Vargas estão sendo demitidos por reclamarem dos salários atrasados e do não pagamento do 13º salário, agora, a demissão é no quadro da Prefeitura. Uma pessoa teria sido demitida, porque um familiar, através do Facebook, fez reclamações sobre a falta d’água e criticou a fiscalização exercida pelo município sobre os caminhões pipas.

Não... Nós não estamos no Oriente Médio... E se você está achando que a Ditadura Militar voltou, também não... Tão pouco está de volta a Idade Média com os tribunais da Inquisição e seus suplícios.

Ainda estamos no século 21, o ano é 2015, mas as cabeças continuam nos períodos que registramos acima. Infelizmente, alguns empregos e ocupações estão na mão de “déspotas”, de gente que bate no peito e tira onda de “senhor feudal”. Gente tirana que traz para si, a prerrogativa de quem deve viver e quem deve morrer. E até quando será assim? Até quando nos iremos aturar essa violência?

Sim, amigos isso é violência! Se você não acha, saiba que é extremamente violento um indivíduo livre, que tem um equipamento de última geração, com acesso livre a internet, ter que ficar preocupado com o que vai curtir, compartilhar, comentar e/ou postar nas mídias sociais. Hoje, em Rio Bonito, existe um patrulhamento ‘escroto’ das mídias sociais. O objetivo é analisar, investigar e procurar, o que e quem está comentando o governo municipal de Rio Bonito e as pessoas que estão direta ou indiretamente envolvidas nessa gestão.

Não seria mais interessante reunir esses esforços para fazer a máquina pública funcionar para a coletividade? Não seria mais apropriado, concentrar forças na reforma das sucateadas escolas do município? Não seria mais decente, resolver o problema da falta de medicamentos e exames? Não seria mais correto, liderar a sociedade nessa luta por melhor prestação de serviço da Ampla, CEDAE, Telefonia e Internet? Não seria mais urgente, trabalhar para estabilizar a situação financeira do Hospital Darcy Vargas? Não seria mais digno, usar a tão aclamada influência política, para retirar o município do Cadastro Único de Convênios (CAUC)? Não seria mais razoável, tentar terminar as obras que estão paralisadas desde a gestão passada?

Não... É mais interessante provar aos súditos que “eu mando e posso prejudicar você quando eu quiser, sendo assim, ajoelhe-se na minha frente e prove sua lealdade”. Ao suposto (a) deus eu quero lembra-lo que a divindade dele tem prazo de validade (quatro ou oito anos); e que o mundo dá voltas com a mão espalmada! É só esperar!

Queda de árvore no Centro de RB reacende discussão sobre políticas públicas nessa direção

Flávio Azevedo 
A árvore caiu na casa de número 275, no fim da Rua Vereador Joaquim de Castro, no Centro de Rio Bonito. 
Depois dos muitos debates e das reações contrárias aos cortes de árvores que ocorreram na Bela Vista, em Rio Bonito, mais um episódio envolvendo uma árvore faz o assunto retornar ao centro das discussões. O episódio que provoca o retorno da pauta foi um acidente que aconteceu na Rua Vereador Joaquim de Castro, próximo a BR – 101, onde uma árvore caiu por cima do muro de uma residência. O episódio aconteceu na noite do último dia 17 de janeiro. Ninguém ficou ferido, mas quem passava pelo local ficou assustado. O trecho é caminho dos moradores do Boqueirão.

Por ocasião do corte das árvores da Bela Vista, ação recomendada pelo biólogo, Leonardo Luiz de Almeida Ferreira, técnico da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a maior parte da população criticou os cortes. A queda dessa árvore, porém, que ocorreu num dia em que não chovia e não havia vento, comprova que o relatório apresentado pelo biólogo não está equivocado. Em participação na reunião da Agenda 21 loca, no dia 10 de novembro, ele havia afirmado as árvores foram examinadas e constatou-se que elas estavam infestadas de cupim.
– Em agosto nós tivemos um acidente no viaduto, quando dois eucaliptos caíram. Por conta dessa ocorrência, nós fomos examinar as árvores daquele trecho e descobrimos que elas estavam tomadas pelos cupins. Na verdade, todas as árvores daquele trecho da cidade estão com praga, mas nós só cortamos aquelas que representavam risco – explicou Leonardo, acrescentando que externamente a árvore parecia estar saudável, “mas o cupim vem pelo chão, come a árvore internamente e externamente não é possível perceber a ação dele”. 
Diante de integrantes da Agenda 21 de RB, o biólogo, Leonado Ferreira, apresenta documentos que justificam o corte das árvores da Bela Vista e comprova a infestação por cupim de várias árvores.
Na ocasião, o biólogo ressaltou que existe a possibilidade da maior parte das árvores da cidade estarem infestadas de cupins. “Não é possível precisar isso, mas essa é uma hipótese que não pode ser descartada, porque em outros pontos de Rio Bonito é possível perceber a infestação de cupim e todas as árvores correm risco”. Questionado sobre a possibilidade de se tratar a árvore e combater os cupins, o biólogo alertou que existe uma série de protocolos que proíbem o uso de venenos para esse fim, “porque os produtos podem ser nocivos ao homem e contaminam o solo e o lençol freático”.
– Eu particularmente faço o possível para proteger uma árvore, mas em determinados momentos nós precisamos entender que seria melhor cortar uma ou outra. Na Bela Vista, a ação da Defesa Civil foi correta, porque as árvores ofereciam riscos. Todas as árvores daquele local estão infestadas, mas somente as que representavam perigo foram retiradas – disse o biólogo, que aproveitou a ocasião para lembrar que “os eucaliptos não são árvores apropriadas para a área urbana, porque ela por si só apresenta uma série de problemas que vão desde o tamanho, a fragilidade do tronco e a falta de copas, que a tornam vulneráveis diante dos ventos fortes”.

Sobre as podas, consideradas por algumas correntes ações muito agressivas, o biólogo explicou que as intervenções feitas nas árvores da Av. Santos Dumont e Beira Rio, próximo ao Rio Bonito Atlético Clube, ocorreram daquela maneira, “porque as arvores estavam infestadas por um parasita conhecido como erva de passarinho sendo necessário aquele procedimento”. Ele também comentou que nesses pontos as árvores não eram podadas há cerca de 10 anos e destacou que “para o bem da própria árvore é preciso de vez enquanto acontecer uma poda mais agressiva, para que ela brote com mais vigor”.
– Em algumas oportunidades nós também descobrimos que as árvores estão doentes ou atingidas por alguma praga e temos que tirar toda a área atingida. Em muitas ocasiões, a árvore tem que ser cortada na sua totalidade, porque ela pode ser um transmissor daquela praga para as demais. Isso geralmente acontece quando tem outras ao seu redor. Ali na Av. Santos Dumont, por exemplo, cerca de 10 árvores precisaram ser removidas, já que a infestação de praga era muito grande, porque há muitos anos elas não recebiam um tratamento adequado – explicou Leonardo, acrescentando que as podas são realizadas sob a sua supervisão.

Nota da Redação 
A tragédia está se anunciando, mas quem deveria tomar providência está preferindo pagar para ver.
Apesar da ação importante do biólogo, Leonardo Luiz de Almeida Ferreira, que provou estar correto em sua ação, a queda de mais uma árvore mostra que o técnico e as suas recomendações não estão sendo assimiladas pelo poder público municipal. Não precisa ser muito esperto para perceber que Rio Bonito, município que tem uma vasta área verde na área urbana, ainda não dispõe de um serviço atuante e equipado que cuide com excelência do setor de Parques e Jardins. Também é possível perceber que apesar da orientação técnica, ainda não definiram uma política pública para setor urbanístico e paisagístico da cidade.

Também chama atenção o fato de não existir nenhuma iniciativa consistente da Prefeitura Municipal, que vise o plantio de mudas que compensem a ausência das árvores arrancadas e/ou aquelas que serão derrubadas (e não são poucas). Concluímos destacando que encontrar 'ativistas' e defensores do verde indignados com a “agressão às árvores” não é difícil, mas reunir voluntários para o replantio de árvores ou que desejem participar de um reflorestamento não é nada fácil.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Sem caminhão pipa

Flávio Azevedo

O que fica nítido é que Rio Bonito tem, além do MSEE (Movimento dos Sem Energia Elétrica) e MSA (Movimento dos Sem Água); agora conta também com o MSCP (Movimento dos Sem Caminhão Pipa). Por "in box", alguém escreveu que todos os riobonitenses, concordando ou não, estão fazendo parte do MSP (Movimento dos Sem Prefeito). Vejam o que escreve uma seguidora das nossas mídias!