domingo, 24 de maio de 2015

A montagem mais polêmica da história do jornal O Tempo

Flávio Azevedo 
A imagem que satiriza a Operação Lava Jato e nomes ligados a Rio Bonito que aparecem nos noticiários envolvendo esse assunto estão dando o que falar.
A figura que você está vendo está gerando um monte de comentário nas mídias sociais e nas principais rodas de conversa de Rio Bonito e Região. A montagem, assinada pelo meu irmão, James Azevedo, meu sócio no jornal O Tempo, está dando o que falar. Diante disso, algumas ponderações, além dos cumprimentos ao meu irmão, tornam-se inevitáveis e indispensáveis:

1 – É bom diferenciar aqueles que não se agradaram por uma simples questão de gosto; dos que não se agradaram, como bem escreveu Nadelson Costa Nogueira Junior (no Facebook), por uma questão de “devoção” a um dos personagens retratados na imagem;

2 – Virgínia Borges (no Facebook)acertou em cheio: qualquer mídia, além de noticiar e informar, ela tem que gerar lucro, porque ela é uma empresa. Como estamos falando de uma mídia que é distribuída gratuitamente por ter sido custeada pelos seus colaboradores, digamos que essa edição vendeu muito bem, chamou atenção e os seus anunciantes tiveram excelente visibilidade;

3 – A aula sobre traços, charge e caricatura que o nosso Saulo Santiago (no Facebook)acaba de oferecer foi espetacular, assim como a análise jurídica feita por Nadelson (no Facebook). Vocês foram precisos;

4 – Saber que devotos não ficaram satisfeitos, como acontece nos casos dos apelidos, nos força a pensar em outras charges para continuar incomodando, e logicamente, vendendo;

5 – Quanto a pendengas judiciais, caso isso ocorra, nós iremos transformar cada passo da referida pendenga num constante noticiário. O desenrolar do caso será noticiado passo a passo, e sempre trazendo, é claro, a imagem que gerou o imbróglio;

6 – Curiosidade: tenho visto achando muita graça dessa montagem, um monte de gente que ficava zangada quando produzíamos esse tipo de arte com o prefeito Mandiocão. Por outro lado, eu tenho encontrado descontente, um monte de gente que aplaudia quando retratávamos o ex-prefeito Mandiocão em artes semelhantes;

7 – A arte serviu para noticiar o fato, inclusive, para aqueles que não prestam atenção no noticiário político ou para aqueles que ainda não haviam se inteirado da situação;

8 – Ao contrário de boa parte daqueles que integram o governo, nós aceitamos as críticas direcionadas ao que nós produzimos. Aliás, como defensores da liberdade de expressão, nós entendemos que todos têm o direito de elogiar, criticar e até sugerir novas artes e/ou montagens.

Para finalizar, uma historinha: meses atrás, alguém muito sabido, logicamente, do governo; andou circulando uma montagem me comparando ao personagem “Téo Pereira”, da novela Império (até eu achei engraçado!). A minha filha recebeu a imagem de uma coleguinha por WhatsApp. Com a montagem em mãos ela me perguntou: “papai, onde você encontrou o homem da novela?”. Dei uma gargalhada, sentei com ela e expliquei do que se tratava. Os meus amigos e familiares ficaram indignados e eu os alertei que por ser uma pessoa pública, eu estou exposto a esse tipo de coisa.

Conclusão: o dia em que eu não quiser ficar exposto, eu volto a aplicar injeção e exercer a função de técnico de enfermagem, que eu curto muito. Aos que não quiserem ser alvo desse tipo de situação, a minha recomendação é similar, deixem a vida pública. Cresci ouvindo o meu saudoso pai dizendo o seguinte adágio popular: “quem não pode com mandinga não carrega patuá”!

Abraço amigos!

sábado, 23 de maio de 2015

“Educação na rua, a luta continua!”

Flávio Azevedo 
A primeira batalha dos profissionais de Educação de Rio Bonito está longe chegar ao fim. A greve, pelo que se está desenhando, em breve estará de volta. É que segundo fontes, a prefeita Solange Almeida vetou a emenda supressiva feita pela Comissão de Educação da Câmara, no artigo 11 da Lei que foi aprovada pelos vereadores na última terça-feira (19/05). Esse artigo determina que os profissionais de Educação que estão próximos de aposentar, para usufruir do benefício aprovado, terão que contribuir por mais 80 meses, cerca de sete anos.

O trâmite é o seguinte: o veto da prefeita precisa voltar a Câmara para os vereadores aprovarem ou derrubarem esse veto. Se você acha que isso é muito fácil de resolver, bastando os parlamentares derrubarem o veto da prefeita, não é tão simples assim e, agora, vem a cereja do bolo: segundo as nossas fontes, caso o Legislativo derrube o veto, que precisa ser feito por maioria absoluta (sete votos), a Procuradoria Geral do Município estaria pronta a recorrer a Justiça, sob o argumento de que a supressão do artigo 11 é inconstitucional.

Manifestação promovida no dia 07/05/2015
No entendimento do governo, por ser uma mensagem do poder Executivo, o Legislativo não poderia fazer emenda, sobretudo por que ela gera despesa (essa é a constitucionalidade). No entendimento dos técnicos do governo, a supressão do artigo 11 prejudica o Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Rio Bonito (Iprevirb), que por barbeiragem daqueles que gerenciam o município nos últimos 20 anos, vive numa pindaíba de dar gosto.

Além de ser um absurdo os pífios salários que são pagos ao funcionalismo público municipal de Rio Bonito; a situação caótica das unidades escolares; e a falta de valorização profissional; é inadmissível que profissionais em vias de se aposentar (estão contribuindo há cerca de 25, 28 ou 30 anos) tenham que contribuir por mais sete anos para alcançar os benefícios aprovados pela Câmara no último dia 19 de maio.

Uma análise
A vereadora Rita de Cássia aponta um orçamento robusto numa das suas falas na Câmara de Vereadores.
A crise que atinge o país é evidente, mas é desculpa que ela esteja atingindo violentamente o orçamento da Educação. O que existe é má gestão por parte do município. Vamos aos números :

1 – Segundo declaração recente da vereadora Rita de Cássia, num dos seus discursos, o recurso que chega do governo federal para a Educação de Rio Bonito (o Fundeb) é da ordem de R$ 25 milhões/ano;

2 – Segundo informações da direção do núcleo local do SEPE, o município recebe um recurso chamado “Mais Educação”, que seria da ordem de R$ 300 mil, o que representa R$ 3,6 milhões/ano;

3 – Acrescente a essa conta o recurso próprio, mas não esquecendo a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que determina a destinação mínima de R$ 25% desse recurso à Educação. Esse pode até ser um valor flutuante, porque a arrecadação própria varia;

4 – Enfim, se somarmos o Fundeb ao “Mais Educação”, nós já teremos R$ 28,6 milhões/ano. Se acrescentarmos a esse montante o recurso próprio, o valor se aproxima de R$ 30 milhões;

5 – Façamos o seguinte exercício: vamos dividir R$ 30/12 e chegaremos a um total de R$ 2,5 milhões/mês. Se você dividir por 30/13, para contar o 13º Salário, nós chegaremos a R$ 2,3 milhões/mês.

O meu forte nunca foi matemática, mas essa conta aí é primária. E acrescento que esses valores devem ser investidos exclusivamente na Educação. Também devo destacar que o Orçamento de 2015 foi estimado em cerca de R$ 200 milhões, valor que ao ser dividido em 12 vezes, mostra que mensalmente temos R$ 16 milhões em caixa. Segundo fontes, toda Folha de Pagamento se aproxima dos R$ 8 milhões, o que nos força a perguntar: “e os outros R$ 8 milhões?”.


sexta-feira, 22 de maio de 2015

A ilusão da consciência limpa

Flávio Azevedo 
Nessa quinta-feira (21/05), o comentarista Arnaldo Jabor comentou que os integrantes do Partido dos Trabalhadores sofrem da “síndrome de consciência limpa”. Ele destaca as declarações de Rui Falcão, presidente do PT, para quem todas as críticas que o governo federal tem recebido não passam de armação da mídia conservadora e daqueles que não se conformam com a vitória da presidente Dilma Rousseff, nas últimas eleições. Segue essa linha de pensamento o ex-presidente Lula.

Engraçado que a linha de raciocínio do comentarista cabe como uma luva para alguns políticos riobonitenses, um grupo que Jabor classifica como “gente que mente de numa boa e de cara limpa”. Assim como o “mensalão” e o “petrolão” são negados por petistas, e segundo os grupos políticos ligados ao PT, essas histórias não passam de imaginação de alguns setores, em Rio Bonito os desatinos do governo municipal também são classificados por muitos integrantes do governo como uma armação daqueles que discordam do jeito de governar da mandatária, que nitidamente sofre com a “ilusão da consciência limpa”.

A suposta consciência limpa tem a pretensão de justificar ações equivocadas, atos falhos, iniciativas repreensíveis, decisões condenáveis, práticas ultrapassadas, posturas de cunho conservador, ausência de dialogo, centralização de poder e a eterna dificuldade de ouvir críticas, reprovações e até sugestões que representem deixar a zona de conforto.

Na verdade, nós estamos analisando um grupo de indivíduos que não respeita a opinião pública e acaba chamando quem reclama de “revoltoso” numa tentativa explícita de desqualificar as críticas que chegam da “massa atrasada e que não sabe votar”. A verdade que querem enxergar é que a gestão municipal está perdida, errando abusivamente e agindo como se Rio Bonito fosse uma propriedade privada.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Dia Mundial da Família

No dia 15 de março se celebra o Dia Mundial da Família e o Dia do Assistente Social, profissional que há muitos anos está indicando duas importantes premissas:
1 - a família é responsável pelos muitos problemas sociais que o Brasil enfrenta;
2 - a família é a solução para todos os problemas sociais que o Brasil enfrenta.

Acrescento que a pós-modernidade transformou a família em fam-ilia. Se conseguirmos juntar as famílias, os problemas sociais no Brasil terão fim rapidamente!

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Jesus Salvador...

Hoje eu estou tão em paz comigo
Parece até que não faz sentido
O que eu tenho chorado
O que eu tenho sofrido.
Hoje eu olhei o céu da minha janela
Vi no meu coração a presença tão bela
De Jesus sorrindo e dizendo pra mim.

Vem, deposita em minhas mãos
Todos os seus problemas
Levante esse olhar, não chore, não tema
Não perca essa fé que você tem em mim.

Quem vem a mim
Se alimenta do pão da vida
Quem segue os meus passos
Não sente as feridas
Tem a paz que eu dou
É feliz enfim. 

Senhor perdoai meus pecados
Me aceita a seu lado
Me deixa tocar o seu manto sagrado
E a graça que eu peço
Terei na sua luz. 

Senhor, quem sou eu pra que entreis
Em minha morada
Mais um fio de sua luz
Numa telha quebrada
Ilumina uma vida pra sempre Jesus.

Jesus Salvador, Jesus Salvador
Jesus Salvador, Jesus Salvador...

Senhor consolai os que choram
Curai os que sofrem
Nas ruas, nos guetos
Nos becos escuros
Na chuva, no frio, sem teto e sem pão,

Piedade daqueles que pensam
Que a felicidade é a riqueza, o poder
Ser feliz na verdade
É quem tem Jesus dentro do coração.

Canção: Roberto Carlos/Ilustração: Wagner Cardozo.

Esse e outros quadros assinados pelo artista plástico, Wagner Cardozo, estará exposto na Pinacoteca Municipal Antônio Benevides Filho, no Centro de Rio Bonito, até o dia 5 de junho. A Pinacoteca está sediada na Av. Castelo Branco (Rua dos Bancos), em cima do banco Itaú.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Estamos fazendo a nossa parte?

Flávio Azevedo 
Depois do crime bárbaro que aconteceu no Parque Andréa na madrugada desse domingo (03/05), “in box”, muita gente me pergunta: “o que será feito para acabar com essa violência e mudar esse cenário de insegurança?”. Nas mídias sociais a principal pergunta é: “cadê a polícia?”. Exclamações do tipo “alguma coisa precisa ser feita!”, também vemos sendo escrita no Facebook.

Bem, a minha sugestão é que a polícia seja esquecida, porque ela tem feito o trabalho dela. A verdade é que a Polícia não pode ser responsabilizada, porque ela prende o indivíduo, mas as leis determinam que o indivíduo seja solto. Esse rapaz que foi assassinado em Parque Andréa, por exemplo, foi preso em fevereiro desse ano e já estava na rua desenvolvendo as mesmas atividades que motivaram a sua prisão.

O Brasil e o brasileiro tem o mau hábito de terceirizar os problemas. É claro que a maior parte dos nossos políticos é corrupta; quem não é corrupto, é omisso; quem não peca pela omissão é irresponsável; mas isso só acontece porque a sociedade é desinteressada e descaradamente transfere a responsabilidade que é dela para a Polícia e para a política. Está nítido que o nascedouro da violência está na eterna desigualdade social do país; e também está claro que não se resolve os problemas sociais com políticas compensatórias e paliativos eleitoreiros.

A pergunta, “cadê a Polícia?”, instituição que tem as suas falhas; o questionamento, “o que estão fazendo os nossos políticos?”, que sabemos ter muita culpa no cartório; não podem ser feitas sem indagarmos também “o que nós estamos fazendo para contribuir?”.

Eu defendo a instalação de cabines de Segurança nas entradas e saídas da cidade e o monitoramento do nosso território, sobretudo porque os assaltos e roubos que estão acontecendo em Rio Bonito estão sendo praticados quase em sua totalidade por marginais de municípios vizinhos. Contudo, papai e mamãe também precisam monitorar os seus filhos. Com quem estão andando; fazendo o que; a hora que saem; a hora que chegam etc.

A lerdeza de determinados pais me deixam com a impressão de que eles nunca passaram pela adolescência, época de rebeldia, período em que o sujeito está a fim de afrontar, quebrar regulamentos, transgredir regras... Eles parecem já ter nascido adultos e que nunca passaram por essa fase.

Sendo assim, não deixe de questionar a Polícia, cobrar dos políticos, mas se certifique de estar fazendo a sua parte e dando a sua contribuição a partir da vigilância e monitoramento dos seus filhos. Eu não tenho dúvidas de que quando isso começar a acontecer haverá um grande avanço no combate a violência, ao tráfico de drogas e a insegurança.

Resta saber se os setores que lucram com o caos permitirão essa mudança de atitude, uma vez que a insegurança é o principal ativo das indústrias, do tráfico de drogas e da violência, que estrategicamente financia setores, lideranças e discursos midiáticos contrários a mudança de postura da sociedade a partir das famílias.

sábado, 2 de maio de 2015

Nesse Dia do Trabalhador...

A professora Maria de Fátima Monteiro Pereira, com o microfone, é uma das vozes nesse grupo de profissionais de Educação que sabem bem o que buscam.
... O meu respeito a todos os trabalhadores! Hoje, porém, eu quero reverenciar um grupo de trabalhadores que está fazendo a diferença em Rio Bonito, os profissionais de Educação, categoria que está promovendo um divisor de águas na história política da “Cidade Risonha”. Estou falando dos “cabeças de obra” que decidiram mudar as suas histórias. Permitam-me homenagear também aqueles que são apenas “mão de obra”, aqueles que por uma série de razões não aderiram ao movimento grevista montado pelos “cabeça de obra”.

Estamos falando de profissionais que precisam dar conta de pequenos que chegam à escola sem Educação, porque os pais ainda não entenderam que a professora é responsável pela escolaridade e não pela Educação dos seus filhos. Todavia, esses pais, por mais relapsos que possam parecer, são trabalhadores que por precisarem trabalhar acabam falhando na tarefa de educar. Por vezes, esses pequenos são filhos de profissionais de Educação que precisam trabalhar em três turnos para sobreviver com um mínimo de dignidade.

Eu tenho certeza que a sociedade reconhece a importância e o esforço dos trabalhadores da Educação. Talvez aqueles que não aderiram ao movimento grevista, uma manifestação legítima que tem o seu nascedouro na classe trabalhista, ainda não tenham percebido a importância da sua atividade. O Educador tem o poder de transformar e essa transformação só não é mais eficiente porque a escolaridade (Educação Secundária) acaba sendo comprometida com a falta de valores que esse pequeno deveria trazer de casa (Educação Primária).

A professora Elaine Jansen é mais um símbolo de resistência e engajamento dos profissionais de Educação da rede municipal de Rio Bonito.
Nesse Dia do Trabalhador, uma grande pensadora contemporânea escreveu na sua página no Facebook, que “não tem feriado para quem quer trabalhar por uma cidade linda de viver”. Para os incautos, para aqueles que têm preguiça intelectual ou para quem recebe para aplaudir, essa frase de efeito é fantástica e corajosa. Todavia, essa linha de pensamento é um desprezo aos clamores da massa trabalhadora que é oprimida por salários de fome, mãos de ferro e vigilância panóptica.

Eu explico o panóptico. No fim do século XVIII, o filósofo inglês Jeremy Bentham desenvolveu a ideia do panóptico, inicialmente idealizado para o sistema penitenciário. Percebeu-se que o nascedouro dos golpes de estado era nas escuras masmorras. A ideia foi substituir as arcaicas prisões por celas construídas em círculo que tinham ao centro uma torre de observação, que conseguia visualizar todos os pontos e todos os presidiários.

Posteriormente, esse sistema foi estendido às escolas e indústrias, para tornar esses locais eficientes e produtivos. Mais foi o francês Michel Foucault que evoluiu o panóptico de Jeremy Bentam para o status de ferramenta de controle social.

Nos últimos anos, a partir da internet, novas tecnologias de comunicação e informação surgiram, permitindo novas formas de vigilância e controle social. A mais utilizada e democrática delas é a mídia social, por exemplo, o Facebook, instrumento que mascara as reais intenções de vigilância e controle de indivíduos; e disfarça os objetivos de quem utiliza esse espaço para vigiar e punir os autores de determinado pensamento. Adiante, o também francês, Giles Deleuze, analisou ambos os conceitos e criou a lógica da “sociedade de controle”, porque ele percebeu que nesse novo cenário, todos observam e vigiam.

Profissionais da rede municipal de Educação em manifestação pela ruas de Rio Bonito no último dia 29 de abril.
Aos amigos trabalhadores, sobretudo você que está inserido nessa conjuração riobonitense que visa mudar salários, a condição física das escolas etc., eu aviso que o DOI- CODI está de olho em vocês, mas segundo Giles Deleuze vocês também podem ficar de olho no DOI-CODI e na sua mentora intelectual. O Dia Trabalhador é celebrado nessa data, porque foi no dia 1º de maio de 1886 que um protesto de trabalhadores, em Chicago-EUA, virou uma batalha campal que terminou com o saldo de um policial morto, 38 operários mortos e 115 feridos. Cerca de 300 líderes grevistas foram presos. Naquele tempo, a reivindicação era pela redução da jornada de trabalho, tratamento igual para homens e mulheres independente de ofício e idade.

Hoje, embora as manifestações sejam por outras questões, o poder dominante segue oprimindo e, como aconteceu no Paraná, agredindo. Entretanto, a principal pressão é exercida sobre os “cabeças de obra”. Para o politico, quem se limita a vender a sua “mão de obra” não tem a mesma importância do “cabeça de obra”, aqueles que além de vender o seu “trabalho”, usa a “cabeça” para resistir pressões, agregar pessoas aos seus objetivos, enfrentar injustiças, articular novos pensamentos, mas sempre de maneira inteligente e organizada.

Feliz Dia do Trabalhador!

sábado, 25 de abril de 2015

Cuidado! Vagabundos estão soltos em Rio Bonito!

Flávio Azevedo 
Sim, está perigoso andar a noite em Rio Bonito. Se alguma autoridade está incomodada com esse e outros textos sobre a violência que atinge Rio Bonito, comece a trabalhar para eu pensar diferente!
Por volta da 1h da madrugada desse domingo (26/04), eu saia com a minha família de um casamento no Esporte Clube Fluminense, Centro de Rio Bonito. Enquanto caminhávamos em direção ao nosso carro, dois indivíduos, no interior de um Fiat Bravo da cor branca, falaram gracejos para minha mulher e filha. É claro que eu falei alguns desaforos de volta. Eles continuaram lentamente, subiram em direção a Av. Castelo Branco (Rua dos Bancos) e acessaram a Av. Presidente Arthur Bernardes em direção a Praça Astério Alves de Mendonça.

O meu carro estava no estacionamento da ferrovia. E ao passarem próximo de nós outra vez, bem ao estilo Flávio Azevedo, eu encarei a dupla. Repentinamente o sujeito que estava no carona colocou a mão para o lado de fora e deu um tiro para o alto. As minhas companhias quase tiveram uma sincope. Eu, porém, ainda tive tranquilidade para gritar que com um revolver enfiado no ####### é fácil tirar onda com os outros. Nessa altura do campeonato já tinha me subido um ódio, uma revolta, mas por conta das companhias eu não pude fazer o que queria. Mas decidi ir até ao DPO relatar o ocorrido. Subi pela Rua dos Bancos e quando cheguei na XV de Novembro, quem trafegava lentamente? Sim, o mesmo Fiat Bravo. ´

Para meu azar e sorte deles, entre o Fiat Bravo e o meu carro tinha um veículo e esse “retardatário” me impediu de anotar a placa dos marginais. No DPO, ao tomar conhecimento da minha história, os policiais militares imediatamente saíram em busca do tal Fiat Bravo. Rapazes guerreiros esses nossos policiais. Todavia, eu estou preocupado comigo, porque não estou com medo (e deveria). Estou mesmo é indignado, possesso de raiva, e lamentando não poder estrangular aqueles crápulas.

Se eu tinha dúvidas, agora, eu tenho certeza: o cidadão de bem precisa se armar para proteger a sua família, porque o Estado não está correspondendo as nossas expectativas (e eu não estou falando dos policiais). Mas a arma na mão do cidadão de bem é para ser usada. Diante de um cenário desses e de outro qualquer, não tem que perguntar quem é ou o que foi. Tem que descarregar sobre os infelizes. A ideia é sim varrê-los da face da terra. Essa é a opinião do cidadão Flávio Azevedo.

Já o jornalista Flávio Azevedo, que é bem menos iracundo que o cidadão Flávio Azevedo, faz a seguinte provocação: vamos agora até a Secretaria Municipal de Segurança solicitar as imagens do sistema de monitoramento da Av. Manuel Duarte, Presidente Arthur Bernardes; da Getúlio Vargas e XV de Novembro, para identificarmos esse veículo e possivelmente os retardados que estavam tirando onda com os outros no Centro da cidade. Será que nós conseguiríamos essas imagens?

Pois é... Ao péssimo governo municipal, fica a dica. Chega de governar para alguns e vamos governar para a coletividade. Comece cumprindo a promessa de campanha de que a cidade seria monitorada em todos os cantos para oferecer segurança aos munícipes e agilidade a Polícia na identificação e prisão de bandidos. O governo começou em janeiro de 2013, mas em abril de 2015 a gestão ainda não começou. Até aqui, apenas os cargos e as benesses estão sendo gerenciados.

Vamos começar a trabalhar Prefeitura, porque o cidadão vai começar a resolver os seus problemas por conta própria. Eu já estou decidido a fazer isso; e outros vão começar a fazer o mesmo. Ninguém vai falar gracinha para a minha família e sair com o rabo fresco. Tenho certeza que não faltarão oportunidades para eu dar o troco!  E não estou preocupado se gostam ou não da minha forma de pensar!  Quem discorda, converse com as pessoas que foram roubadas e assaltadas recentemente em Rio Bonito.  

Ruas do Parque Andréa, em Rio Bonito, recebem pavimentação

Flávio Azevedo
Opa, finalmente uma notícia positiva! No último dia 17 de abril as obras de pavimentação do Parque Andréa foram retomadas. Estão sendo pavimentadas as ruas Wilson Welisson Martins (Rua 3); e Dorcelina Assis dos Santos (Rua 4). Vamos torcer para que nessa nova arrancada, que também está terminando o que estava faltando fazer no Green Valley, as localidades, Jacuba e Cajueiros, também sejam atendidas. Que os asfaltos danificados no Parque Andréa, por conta da instalação dos canos da CEDAE, também sejam recapeados.

OBS: quando o poder público manda bem nós noticiamos, quando manda mal nós puxamos a orelha.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Ainda sobre o Hospital Regional Darcy Vargas

Flávio Azevedo 
Algumas pessoas ainda incorrem no mesmo erro de achar que o Hospital Darcy Vargas é público. Acrescento que a responsabilidade de mantê-lo é de todos nós, porque essa instituição é da sociedade riobonitense. Sim amigo, o hospital não é da Prefeitura como muitos pensam. A Prefeitura é apenas um cliente que contrata os serviços do hospital e como todo e qualquer cliente tem que pagar pelos serviços contratados. É um negócio como outro qualquer. Uma relação comercial. Simples assim.

O problema é que ciente de que é o maior cliente do hospital, a Prefeitura quer ter privilégios que a instituição não permite e não concorda. E não estou falando de governante, eu estou falando de governo. Tanto é assim, que todos os governos têm quedas de braço com a direção do hospital. O hospital não é uma extensão da casa do governante e não é uma extensão da Prefeitura.

Vale lembrar que o hospital não tem dono, um proprietário, mas alguém que preside pelo período de um ano as ações que a instituição irá realizar em nome de um colegiado de sócios. Os últimos dois prefeitos de Rio Bonito (esses que se revezam no poder) são sócios do hospital. Tem eleição no hospital todo ano. Sendo assim, por que não se organizam para de maneira clara colocar na direção do hospital, pessoas ligadas a eles?

Reclama-se muito que a direção do hospital age por debaixo dos panos. O problema é que quem deseja tirá-los também age por debaixo dos panos. Sendo assim, os associados não conseguem ver diferença entre quem deveria sair e quem pretende entrar. Resultado: votam pela manutenção do que está, porque “nada está tão ruim que não possa piorar”. Essa é a lógica!

Permita-me alongar só mais um pouco, para lembrar que é assim, porque o hospital nasceu assim. Há cerca de 70 anos, os riobonitenses foram aos governos, Estadual e Federal, pedir um hospital na cidade. Diante da resposta negativa, os riobonitenses decidiram construir essa entidade. É claro que teve dinheiro público nisso, o ex-prefeito Celso Peçanha, por exemplo, ajudou muito e foi um entusiasta dessa ideia de Rio Bonito ter um hospital. Mas a sociedade sempre comandou o hospital.

Os anos eram outros, as normas e responsabilidades técnicas de cada profissão eram outras. O hospital funcionava com médico e atendente de enfermagem, que revezavam com as copeiras, a atribuição de serviços gerais. Era um modelo bem artesanal. Quase um hospital de campanha. Mas como eu disse, os tempos mudaram.

Com o passar dos anos, as pessoas passaram a ser remuneradas. Com o crescimento da cidade, o hospital também cresceu; e aos trancos e barrancos, chegou onde está. Todos, todos os presidentes que passaram pela instituição foram acusados e questionados de uma porção de coisa, mas todos deram contribuição importante para o hospital.

A dita “panela” que existe no hospital, não podemos reclamar, porque Rio Bonito é uma grande “panela” e se divide em “panelas” menores. Todas as entidades, associações e clubes de Rio Bonito são regidos pela lógica da “panela”. Historicamente, Rio Bonito é uma sociedade fechada e em alguns momentos lembra a Índia e o seu sistema de “castas”. Podemos até reclamar, não querer assumir isso, mas é cultural nosso.

E esse questionado comportamento (“panela”) não trás somente prejuízos. Sermos uma sociedade fechada também trás benefícios, sobretudo na qualidade de vida e na manutenção das nossas raízes, o que nos permite ter uma identidade.