quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Sucesso do carnavalesco Leandro Vieira é exemplo para quem quer vencer desafios

O carnavalesco Leandro Vieira, campeão do Carnaval 2016 com a Estação Primeira de Mangueira.
Enquanto muito se fala da tradição da Estação Primeira de Mangueira, tradicional escola de samba da Zona Norte do Rio de Janeiro, campeã do Carnaval de 2016, eu prefiro comentar a trajetória do carnavalesco Leandro Vieira, até aqui um mero desconhecido. Com apenas 31 anos, ele foi figurinista em várias escolas por cerca de 10 anos. Em 2015 obteve a oportunidade ser carnavalesco da Caprichosos de Pilares. Fez sucesso, recebeu prêmios, mas chegou a tradicional Mangueira na base do “não tem ninguém vai você mesmo”.

Sem o brilho de carnavalescos reverenciados como Paulo Barros, o novato implantou o seu trabalho, se tornou campeão e, agora, integra a história da Estação Primeira de Mangueira e faz parte de um seleto grupo de artistas do Carnaval do Rio de Janeiro.

Em entrevista ao G1, no último mês de novembro, Leandro Vieira disse que o sucesso vem da determinação e da capacidade de transformar em muito, o pouco que tem para se trabalhar. Ele também disse que atua como se fosse mais um no barracão, e não o senhor das alegorias, adereços e fantasias. Outra novidade é que o carnavalesco chegava ao barracão da “Verde e Rosa” pela manhã e saia tarde da noite.
– Gosto de me misturar aos ferreiros, aos escultores, aos carpinteiros. Sou mais um no barracão. As dificuldades não me assustam. Comecei em escolas que não tinham praticamente nada para trabalhar e a gente botava o Carnaval na rua. E na Mangueira vou fazer um Carnaval competitivo, vou trabalhar para resgatar o orgulho do mangueirense na avenida – garantiu Leandro, que certamente não imaginava ser campeão.

A história do carnavalesco Leandro Vieira pode ser exemplo para quem está diante de novos desafios e decidido a transformar sonhos em realidade. A essência do sucesso, observando a história da nova sensação do Carnaval Carioca, é o trabalho, a simplicidade e o infalível “mãos a obra”. Acrescento que 2016 é um ano de sucesso para inúmeras pessoas que estão falando em renovação, mudanças e realizações. Todavia, não custa nada lembrar que para vencer os modelos existentes é importante se misturar aos ferreiros, aos escultores, os carpinteiros do dia-a-dia e ser sempre mais um no barracão. #flavioazevedo

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Salgueiro, sincretismo religioso e a intolerância...

Na última sexta-feira (05/02), eu produzi uma reportagem sobre a agressão contra um signo religioso que estava grafado nos azulejos da Biquinha da Bela Vista, em Rio Bonito. A imagem foi rasurada, certamente, por alguém sem educação ou que se sentiu incomodado e/ou ofendido com a imagem. A reação da comunidade católica foi imediata e muito razoável. Eu não sou católico e me senti ofendido!

Nessa segunda-feira (08/02), assistimos o desfile da escola de samba Salgueiro. O enredo escolhido abordou uma das crenças afro-brasileiras, o que fez agremiação vir para a avenida repleta de signos religiosos referentes a letra do seu samba enredo. Curiosamente, nas mídias sociais o volume de comentários jocosos e intolerantes – que eu já havia lido e ouvido no ensaio técnico – sobre o enredo da Salgueiro não está sendo pequeno.

INTOLERÂNCIA é o que vejo a cada esquina e em muitas postagens por aqui! A impressão que eu tenho é que faltam, respeito, educação, bom senso e a percepção de que aquilo que não queremos para a nossa Religião não devemos fazer com a outra.

Volto a dizer que eu nasci num lar evangélico e não curto Carnaval. Todavia, na qualidade de espectador eu não vejo problema em externar a minha opinião quanto ao desfile da Salgueiro, que não me agradou (até aqui achei que a Beija Flor foi mais bonito). Detestei a roupa, traje, fantasia, (dei lá como chama, porque eu não entendo muito do assunto) da Viviane Araújo. Achei, porém, sensacional o carro que representava uma praça e os tipos que geralmente estão nesses espaços de convivência.

Eu não vejo problema nos comentários dessa natureza, mas aquilo que transcende o olhar técnico da ocasião deveria ser guardado e se possível pesado na balança do bom senso e do respeito ao outro. #flavioazevedo 

Parabéns Willian Teixeira!

Comemorando a idade do amigo, Willian Teixeira. Sempre sou muito bem recebido nesssa família. Parabéns Willian!

Falta de representatividade política é uma das marcas de Rio Bonito

Quem circula pela Região dos Lagos e Metropolitana consegue perceber quais são os municípios que contam com maior ou menor representatividade política junto ao governo do Estado do Rio de Janeiro. As ações do Estado em cada território deixam esse cenário em evidência. Em Rio Bonito, por exemplo, as estradas da Prainha, Rio Mole e Rio Seco (de Saquarema), que ligam a RJ – 124 (ViaLagos) a RJ – 106 (Rodovia Amaral Peixoto), deixam evidentes que “há algo de podre no reino da Dinamarca”.

É que essas estradas são asfaltadas somente dentro do território saquaremense. Exatamente no limite com Rio Bonito a pavimentação acaba e inicia-se uma estrada de terra em péssimo estado de conservação. O Grupo CCR ViaLagos, concessionária que administra a RJ – 124, é acusado de fazer, junto ao governo do Estado, “lobby” contra o asfaltamento total dessas estradas. É que com o asfaltamento dessas vias, os motoristas terão maior facilidade para fugir do pedágio da Via Lagos, um dos mais caros do Brasil e alvo de constantes reclamações dos usuários da rodovia.

Lobby pra lá, conivência pra cá, falta de vontade política acolá, rabo preso de todos e/ou tudo isso junto, não há como não achar estranho o asfaltamento dessas vias até o limite dos municípios de Rio Bonito e Saquarema. Se os representantes políticos da Capital do Surf conseguiram as melhorias para o seu território, onde estão os representantes da “Cidade Risonha”, que a cada eleição sobem em palanques, aqui e acolá, se dizendo amigos dos principais políticos do Estado do Rio de Janeiro?

A amizade propagada e anunciada em prosas e versos é pessoal ou uma relação institucional que visa o bem-estar da população? Nessa reportagem, que produzimos na estrada da Prainha, nós expomos essa clara barbeiragem da classe política da nossa Região em todos os seus segmentos.

Concluímos que cada ato político dos nossos representantes é um escárnio a nossa inteligência, confirma a certeza de impunidade em nosso país e mostra que a classe politica está de costas para o contribuinte. Todavia, tudo isso ocorre porque o eleitor é um fanfarrão que acredita em qualquer lorota, oferece o voto a quem dá cimento e dentadura; e se troca por qualquer R$ 50,00 e/ou alguns litros de combustível. #flavioazevedo 

Gaviões em Silva Jardim/RJ, uma terra show de bola!

Flávio Azevedo
Rio Águas Claras, em Gaviões/SJ.
Em nossa Região, um dos municípios mais ricos em mananciais hídricos é Silva Jardim. Nesse domingo (07/02), eu retornei a um local onde eu estive pela última vez quando era adolescente. O rio Águas Claras, em Gaviões, sempre me impressionou. Dentro de uma propriedade nada amistosa aos visitantes, o Águas Claras faz jus ao nome e precisa ser apresentado ao mundo, sobretudo para aqueles que acham ser preciso viajar para outros centros para apreciar tamanha beleza.

As correntes tranquilas e mansas do rio Águas Claras dão uma sensação de paz inenarrável! É um oásis em meio a loucura do mundo moderno. Um pouco mais acima do ponto fotografado, trancafiada sob sete chaves de um proprietário carrancudo, existe uma queda d’água que precisa ser democratizada e compartilhada com os amantes da natureza. Nessas quedas, a tranquilidade do Águas Claras dá lugar a uma força descomunal que ao se chocar contras as pedras espuma um aguaceiro gélido e exala um frescor inigualável. Sensacional! 
Em São Lourenço, uma localidade muito aprazível de Gaviões, eu encontro uma capelinha muito simpática (foto acima), que esteve aberta enquanto estive por lá! Conversando com moradores do lugar, eu descobri que nos dias 10 de agosto, “Dia de São Lourenço”, uma festança ocorre por lá. Comidas típicas, a tradicional procissão, a missa pelo “Patrono dos Cozinheiros”, quadrilha, leilões e pessoas de toda a Região. Essa é a marca do evento que gira em torno dessa acanhada e bucólica capelinha.

Senti falta do majestoso campo de futebol que existia nas proximidades – o local está muito mudado. Chamou a minha atenção, o número de residências na localidade e descobri que o antigo espaço, que recebia os sedentos jogadores de futebol que no verde gramado do São Lourenço se transformou num concorrido point de trilheiros. 
A Igreja Assembleia de Deus (foto) é uma das denominações mais tradicionais do Brasil e que me chama atenção por uma peculiaridade: as suas congregações se firmam em todos os lugares, não importando distância, dificuldades, limitações ou difícil acesso. Essa igreja aí, por exemplo, está cravada em Patis, acredito que ainda no território de Silva Jardim. Eu conheço esse templo desde quando era garoto e, apesar da distância de qualquer Centro urbano, eu não me lembro de ter visto esse templo alguma vez sem algum tipo de movimentação.

A dedicação e empenho dos dirigentes dessa igreja merecem louvor! Visitei esse local pela última vez, salvo engano, em 1992. Alguns metros, numa propriedade a frente da igreja, um poço fazia valer à pena percorrer longas distâncias para aproveitar as suas águas (o poço ainda existe). A novidade é que o terreno em frente a igreja ganhou um campinho de futebol muito atraente.

No Bicão
Ainda em São Lourenço, numa construção que me foi apresentada como um velho engenho, o "bicão" (foto ao lado) é um dos pontos mais refrescantes e curiosos do local. A água cai nessa bica quando não está tocando a famosa "roda d'água" que faz as engrenagens da "casa de farinha" funcionar! Lorena se esbaldou com a hidromassagem gratuita que o "Bicão" oferece! Vale à pena conhecer e usufruir! 

 Na verdade foi um dia de recarregar as baterias visitando o rio Águas Claras, em Gaviões/SJ, um dos mais belos e límpidos da Bacia Hidrográfica do Rio São João, Há 25 anos eu não visitava esse local. MInha filha Lorena curtiu muito! #flavioazevedo

Carnaval 2016 expõe incompetência da Prefeitura de Rio Bonito.

A crise que atinge o Brasil parece ter vitimado somente Rio Bonito. Pelo segundo ano consecutivo o Carnaval passa em branco. A cidade, que até o Desfile Cívico Escolar deixou de fazer em 2015, está sendo punida severamente pela escolha equivocada nas eleições de 2012. Elegeram Solange Almeida (PMDB) para comandar a Prefeitura ignorando duas questões cruciais: os compromissos que ela nunca consegue resolver; e o volume de processos que tramita contra ela na Justiça.

Se a prefeita de Rio Bonito vive sobressaltada com questões jurídicas, os municípios de Silva Jardim e Tanguá promovem eventos e realizações. Ao contrário dos seus vizinhos, o município de Rio Bonito chama atenção pelas ruas desertas em plena noite de sábado de Carnaval. Também é inexplicável a falta de notícias e explicações para tanto absurdo e a não realização do Carnaval. "O recurso será destinado a Saúde" é uma lorota mais do que manjada.

A desculpa de “crise" não cola, porque os municípios vizinhos também estão sofrendo os efeitos da mesma crise, mas conseguem oferecer o básico a população (o que não acontece em Rio Bonito). Se não fossem os apaixonados por Carnaval, alguns comerciantes e blocos, o Centro de Rio Bonito seria semelhante a uma cidade fantasma. A nossa proposta é que os órgãos e entidades de representação de classes copiem a iniciativa da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), que anunciou, através de Paulo Skaf, apoio ao impeachment da presidente Dilma Rousseff.


Partindo do pressuposto que o comércio de Rio Bonito, talvez seja o setor mais violentado na atual gestão municipal (junto com os profissionais de Educação), a nossa sugestão é que as entidades civis desçam do eterno muro partidário e se posicionem contra esse modelo de gestão falido, comprometido e totalmente desconectado com os conceitos de futuro e progresso. #flavioazevedo

Intolerância na Biquinha

Na Biquinha da Bela Vista, durante reportagem que fiz para registrar que a água voltou a jorrar como antes, eu fiquei indignado com a agressão de um signo religioso que existia no azulejo da Biquinha. Segundo os católicos, trata-se de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, agora, praticamente apagada. A agressão ao signo religioso, em minha modesta opinião, deve ser classificada como "intolerância", desrespeito e a prova de que entre nós ainda tem muita gente com dificuldade para respeitar as diferenças e os diferentes.


Eu não sou católico, nasci num lar evangélico, mas estou indignado. Aos espíritos iluminados que estão dizendo: “vamos orar pelos agressores”, parabéns. Eu ainda não cheguei a esse nível de consagração. Chamo esses agressores de imbecis, mal educados, filhos sem mãe (para não dizer o português claro) e gente que está precisando de um bom corretivo! #flavioazevedo

Piada mórbida de Carnaval

O Sindicato dos Vagabundos, Malandros e Traficantes/SA está insatisfeito com a gestão municipal de Rio Bonito. Segundo os representantes do SVML, em tempos de crise a expectativa era aproveitar o Carnaval para recuperar os negócios, uma vez que nesse período o consumo de drogas aumenta. "Sem Carnaval, evento que para o nosso setor corresponde ao Natal do comércio formal, o desaparecimento da clientela pode impactar os projetos futuros e companheiros podem não conseguir saudar velhas dívidas, o que pode representar riscos a integridade física deles e a discrição do movimento".

O SVML reconhece que Rio Bonito é a melhor praça da Região para os negócios, destaca que a clientela é boa, sobretudo por estar entre as pessoas de bom poder aquisitivo os seus principais clientes, mas lamenta que "não haverá dinheiro novo circulando na economia local". O Sindicato também entende que boa parte dos clientes não vai estar na cidade, o que faz cair a arrecadação e atividades do setor.


Está ruim pra todo mundo! ‪#‎flavioazevedo

Animação tem, não existe é comando e liderança

Graças aos abnegados foliões e apaixonados pelos festejos de Momo, o Carnaval em Rio Bonito não passará em branco. Se não há esforços do poder público para organizar o maior evento cultural do país, amigos se juntaram para organizar a ocasião. As festividades começaram na última sexta-feira (29/01), no Mercado Municipal, com “Era Assim o Carnaval dos Nossos Pais”, promovido e coordenado pelo grupo de Serenata Lua Branca.

“Elas Querem”, “bloco do Caneco”, “Bloco da Raposa”, matinê do “Botequim MiraSauer”, são alguns grupos que mantém viva a tradição do Carnaval. Um dos nossos seguidores comentou o assunto de maneira muito lúcida.

– Compreendemos a questão da crise, a dificuldade do município, mas não é isso que impressiona. O que chama atenção é que as ruas da cidade não receberam um adereço sequer! Não seria necessário alto investimento, mas pelo menos uma sinalização de que estamos nesse período – frisou o nosso seguidor. #flavioazevedo

O Brasil na encruzilhada

Flávio Azevedo
Muita gente, não é de hoje, vive indignada com as decisões do Judiciário. Em minha modesta opinião, esse poder é o mais comprometido com a manutenção dos problemas que há anos atingem os pilares da cidadania no Brasil. Os entendimentos jurídicos em nosso país (dizem que juiz não erra, porque ele tem entendimento), há anos empobrecem as esperanças do nosso povo.

Não é preciso ser catedrático para dizer que o Judiciário é o principal culpado pelos problemas não são resolvidos em nosso país. Nesses palácios, para atender caprichos e pedidos de amigos e iguais, inocentes são condenados; e picaretas são inocentados. Isso está muito nítido há muito anos!

Todavia, nós não podemos esquecer que os magistrados, juízes, ministros e demais membros do Judiciário não são dinamarqueses, suecos ou finlandeses. Esses indivíduos são filhos da nossa gente. Pessoas que levam para os seus cargos e funções, os vícios e comportamentos peculiares ao brasileiro.

O Brasil, hoje, encontra-se numa esquina onde precisa decidir se vai tomar o caminho da evolução social para se tornar uma nação decente... Ou se irá seguir esse caminho da corrupção, de toma lá dá cá, que nos faz ser olhados sempre como uma república de bananas (subdesenvolvida).


Concluo destacando que a corrupção é igual ao alcoolismo, doença que só pode ser tratada se o indivíduo que sofre desse mal reconhecer que é doente e impotente perante o álcool, nesse caso, a corrupção! Precisamos reconhecer, inclusive, o poder Judiciário, que o brasileiro é doente, frágil, conta com instituições desacreditadas e que somente o reconhecimento disso pode mudar esse cenário. #flavioazevedo