terça-feira, 30 de junho de 2015

Tributo a Leir Moraes...

Flávio Azevedo 
Uma pose ao lado do ícone, Leir Moraes, durante uma das minhas visitas a sua casa, no bairro Caixa D'Água, em Rio Bonito, onde eu sempre fui muito bem recebido.
Noite de sábado (13/06), depois de assistir o espetáculo “Minha Casa, Minha vida”, na reinauguração do Espaço Cultural Lona na Lua, ainda em êxtase pela apresentação que acabávamos de acompanhar, o meu telefone toca. Do outro lado, o advogado e amigo, Marcus Fenando Moraes me dá a notícia do falecimento de um dos filhos mais ilustres de Rio Bonito: o poeta, jornalista e advogado, Leir Moraes. Diante da impactante informação, eu me divido entre o amigo e aluno de Leir que sempre estava disposto a ouvi-lo ensinar.

No dia seguinte, na despedida de Leir, no Motorista Futebol Clube, entre vários discursos, eu também pude deixar de fazer a minha homenagem a esse personagem que é uma referência para todos nós. Mas de qual Leir falar? Do advogado? O presidente da 35ª Subseção da OAB, César Sá, já havia falado. Do homem público? O ex-prefeito de Niterói, Waldenir Bragança, já havia falado. Do poeta? A nossa poetisa, Hélia Carla Cardozo já havia falado. Do pai? Do músico? Do jornalista? Do escritor?

Bem, eu resolvi falar do Leir Moraes inconformado. Sim, Leir era um eterno inconformado. Quando chegávamos a casa de Leir, ele estava envolvido em jornais locais, da grande mídia e ele sempre tinha um assunto a debater conosco, uma crítica a fazer, um conselho a oferecer, “porque é preciso mudar, cobrar, reagir”, dizia Leir. Talvez inspirado no conselho que S. Paulo escreveu na sua carta a igreja de Roma, onde ele diz: “não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente...”, Leir acreditava, sobretudo nas novas gerações e esperava muito delas.

Creio que o inconformismo é a grande lição que Leir nos deixa. Todas as vezes que eu chegava a casa de Leir eu encontrava ele envolvido com a política, com os acontecimentos, com o desenrolar da vida de Rio Bonito. Mesmos sem sair de casa ele tinha conhecimento do que acontecia nos bastidores políticos e tinha informações quem mesmo quem transitava na ‘corte’ desconhecia. Creio que o grande legado que Leir nos deixa é o estímulo ao envolvimento.

Você já deve estar argumentado que a luta é grande, que o reconhecimento não vai chegar... Amigo, sinceramente? Não tem problema! Enfrentemos as dificuldades pensando nas gerações futuras. Eu tenho certeza de que estou erguendo um prédio. E como bons pedreiros, nós estamos, nesse edifício da cidadania, da honradez e do espírito público, colocando tijolo por tijolo... Não podemos perder de vista, caro leitor, que o objetivo é mudar essa realidade predadora, corrupta, oportunista, egoísta, consumista, pueril e mesquinha que nos envolve e sorve as nossas esperanças. Não esqueçamos, principalmente, que isso tudo tem início na sociedade, a artéria que se responsabiliza por irrigar as instituições e cargos públicos eletivos ou não com essa lógica que precisa ser transformada.

Sigamos o conselho de S. Paulo (não vos conformeis) e sigamos a expectativa de Leir Moraes, que sempre esperou vir de nós, a gerações que o sucederam, as mudanças que a nossa sociedade precisa em termos estruturais, sociais econômicos e políticos. Descanse Leir Moraes! E que sua memória seja honrada a partir do nosso despertar!

domingo, 28 de junho de 2015

Comerciante de Rio Bonito perde carro enquanto estava na missa

Flávio Azevedo
Na noite desse sábado (28/06), na Av. Sete de Maio, ladrões roubaram o carro do comerciante Carlinhos, proprietário da Mercearia da Serra do Sambê. A ação dos bandidos aconteceu enquanto ele assistia a missa na Igreja Católica Auxiliar. Aproveito a oportunidade para perguntar se o Sistema de Monitoramento da cidade conseguiu gravar a ação dos marginais; se as câmeras captaram a direção tomada pelos ladrões; e se essas imagens já estão à disposição da Polícia Civil.

Também fiquei curioso quanto ao ingresso desses marginais na cidade. A equipe que atua nas cabines, nos acessos ao Centro, não perceberam esses bandidos? Outra dúvida: como esses marginais conseguiram sair com um veículo roubado sem serem incomodados pelos sentinelas das cabines que foram erguidas nas entradas e saídas da cidade?

Mas não foi promessa de campanha a instalação do monitoramento da cidade? Essa não foi uma das razoáveis críticas a gestão municipal passada? Isso não seria mais importante que a implantação do estacionamento rotativo? Alô governo municipal, pelo menos uma vez, tomem uma iniciativa que beneficie a população de Rio Bonito.

É muito provável que daqui a pouco aparece alguém por aqui para dizer que está tudo certo, que eu sou um grande exagerado e quero apenas falar mal da prefeita, porque isso foi apenas um "furto". Se fosse um "roubo" aí sim seria motivo de preocupação, mas é apenas um "furto" e isso é coisa sem importância!

Aos que querem acalmar a população dizendo que "furto é coisa sem importância", eu aproveito para lembrar que na última sexta-feira, pela manhã, uma mulher que saia de casa para trabalhar também perdeu o carro para marginais. O modus operandi dos marginais foi o mesmo que aconteceu na manhã de quinta-feira (25/06), na Mangueirinha, onde uma também teve o seu veículo "roubado" com ação similar a da sexta-feira (arma na cabeça).

sábado, 27 de junho de 2015

"Rai Ribeiro" entrevista o jornalista Flávio Azevedo

Eu tive o prazer de ser entrevistado por Raimundo Ribeiro, que faz um trabalho de Comunicação elogiável no município de Rio Bonito. Através do programa “Rai de Olho”, veiculado no YouTube, onde ele tem um canal, “Rai de Olho”, como é mais conhecido, entrevista figuras que se destacam na sociedade riobonitense. 

No nosso papo nós conversamos sobre Segurança, política, sociedade, coisas pessoais, comportamento, entre outros temas. Ficou muito bacana! Valeu Raimundo! O meu abraço também ao publicitário, Bernardo Cheppi, que faz a produção dos vídeos com muita técnica, talento e dentro da estrutura que ele tem. Show!

Conheça e curta a página Rai de Olho no Facebook, no link a seguir:
https://www.facebook.com/pages/Rai-de-Olho/313747835492073?fref=ts

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Precisamos ter um abrigo para quem precisa

Flávio Azevedo 
Essa postagem não é uma crítica a Prefeitura. Mas eu passei agora pouco pela Rua Durval Mesquita, no Centro e vi, ao lado desse monturo, uma pessoa deitada. Do outro lado da rua havia outro homem deitado próximo a um monturo menor. Com o frio que está fazendo, eu confesso que fiquei sensibilizado com a situação dessas pobres almas. É claro que eu não poderia trazer essas pessoas para minha casa. Mas o que fazer para socorrer essas pessoas?

Quando perceberam que eu estava fazendo fotos, os dois homens se levantaram, se identificaram como Rondinele e Cáfé; e perguntaram a razão de estarem sendo fotografados. Iniciei uma conversa com ambos e percebi que eles estão satisfeitos de estarem na rua. Perguntei: “se a cidade oferece um lugar para vocês passarem a noite, uma casa onde vocês pudessem apenas dormir e no dia seguinte vocês pudessem seguir a vida, vocês aceitariam dormir nesse lugar”? Eles responderam que sim!

Portanto amigos, eu deixo aqui uma sugestão que já comentei em várias ocasiões e com vários políticos da nossa cidade. Rio Bonito precisa ter um local para receber essas pessoas. Não precisa pegar esses indivíduos para criar, não precisa casar com eles, nem obriga-los a aceitar Jesus... Mas que a eles seja oferecido um teto para que passem as noites, uma refeição, um lugar onde possam tomar um banho; e no dia seguinte que eles sigam a vida. Se quiserem regressar na noite seguinte, tudo bem, se não quiserem voltar, tudo bem também... Mas nós não temos um instrumento desses.

Dias atrás eu entrevistei a secretária municipal de Promoção Social, Rosemary Cerqueira​, que faz um bom trabalho a frente desse setor; e nós conversamos sobre isso. Ela se mostrou preocupada com essa população, mas ao mesmo tempo explicou as questões técnicas e jurídicas que envolvem o acolhimento dessas pessoas... Sinceramente amigos, eu creio que Rio Bonito já poderia contar com um abrigo, uma casa, sei lá, um lugar que recebesse essas pessoas...

Esqueçam essa coisa de querer mudar essa gente, porque a maioria está satisfeita com a vida que escolheram... Mas que nas noites frias e chuvosas elas tivessem um lugar aquecido para dormir... São seres humanos... Eu creio que não há quem não se sensibilize com uma cena como dessas... Sociedade e poder público precisam pensar nessa possibilidade.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Os assaltos e a insegurança continuam nos assombrando

Flávio Azevedo 
A minha amiga Débora Estrella me marcou numa postagem no Facebook, onde ela informa ter ocorrido, na Mangueirinha, próximo a Igreja Espaço Reencontro, mais precisamente em frente ao consultório da veterinária Lívia Cordeiro, o roubo de um veículo. Segundo ela, o fato ocorreu na manhã dessa quinta-feira (25/06), quando a vítima, uma mulher, chegava para trabalhar. Os bandidos pediram a bolsa e também levaram o carro. Débora termina o seu texto com a seguinte reflexão: “Meu Deus, agora não tem hora mais!”.

Pois é Débora, na verdade nunca teve hora para os marginais violentarem as suas vítimas. Aquela conversa de que bandido só trabalha de noite é coisa do passado. Depois que o crime virou uma atividade profissional, os caras estão trabalhando o tempo todo. Mas o que me incomoda mesmo é alguém dizer que as minhas postagens cobrando Segurança tem o objetivo de “atrapalhar” a polícia e “falar mal da prefeita”. Segundo alguns entendidos, “Segurança é um ciência, logo, só pode falar sobre esse tema, os especialistas no assunto”.

Confesso que durante um tempo eu fiquei analisando essa afirmação, buscando uma maneira de concordar, mas descobri que não é bem por aí. Parte desses que criticam as notícias sobre violência, insegurança e, sobretudo as cobranças por soluções, querem apenas que o assunto não seja badalado, uma vez que a sensação de insegurança aumenta quando o assunto é amplamente divulgado.

Isso me faz lembrar aspectos da Idade Média, onde o texto sagrado não era colocado para o povo. Somente os religiosos sabiam ler e tinham permissão para compartilhar as informações bíblicas. O objetivo era não gerar entendimentos contrários aos preceitos do catolicismo. E por incrível que pareça, eles tinham razão, porque quando Matinho Lutero teve acesso a uma Bíblia que estava acorrentada no mosteiro onde ele vivia, ele teve entendimento diferente do pensamento hegemônico e apresentou ao mundo as teses de justificação pela fé que originaram a Reforma Religiosa, um divisor de águas na história da humanidade.

O discurso de que “somente especialistas podem falar sobre Segurança e violência”, em minha modesta opinião é uma maneira de silenciar a população que está insegura e amedrontada. É uma forma de não permitir que a população perceba a ineficiência de um estado que não protege sequer os seus agentes de Segurança. E pior: existe um esforço por desqualificar aqueles que cobram soluções e reclamam desse momento triste que atravessa a nossa cidade.

Concluo fazendo mais algumas perguntas sobre esse roubo: as Câmeras de Segurança que nos foram prometidas em campanha (2012), elas não registraram o crime? As imagens ainda não estão em poder da Polícia para que os marginais sejam identificados? As câmeras não gravaram a direção que os marginais seguiram depois do roubo? E as pessoas que trabalham nas cabines de Segurança que, também foram prometidas em campanha (2012), para as entradas e saídas da cidade, não viram os marginais passarem com o carro roubado?

Pois é... Essa ineficiência e comprovação de que muita lorota foi dita em palanque nas últimas eleições é a principal razão de tentarem desqualificar os discursos que cobram eficiência administrativa dos nossos governantes.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

A discussão ‘gênero’ ou ‘sexo’ é mais uma perda de tempo que não diminui a ‘intolerância’

Flávio Azevedo 
Propostas pedagógicas que incorporam conteúdos sobre sexualidade, diversidade quanto à orientação sexual, relações de gênero e identidade de gênero foi a polêmica do PME em todo Brasil
Os municípios brasileiros estão envolvidos na aprovação dos Planos Municipais de Educação. Analisando reportagens sobre o tema, eu observei que os debates sobre o financiamento da Educação; as metas que se pretende alcançar; a evasão escolar; o modelo pedagógico; deram lugar a uma discussão sobre “gênero”, que debate a questão da sexualidade das pessoas. É que algumas correntes defendem que as pessoas não sejam mais identificadas pelo ‘sexo’ (feminino ou masculino), mas pelo ‘gênero’, onde o ela poderá se apresentar conforme a sua ‘orientação’ sexual.

Amigos, eu creio que o Brasil está é perdendo muito tempo nessas discussões que envolvem apoio aos gays ou guerra aos gays. Está nítido que a “intolerância” que vemos permeando esse debate é fruto exatamente da falta de Educação, inclusive, a educação familiar. No caso do Plano Municipal de Educação, o que se percebe é que enquanto se discute o “sexo dos anjos”, a Educação, o que realmente interessa, está sendo deixada de lado.

Concluo destacando que se o homem gosta de pessoas do mesmo sexo, ele continuará sendo “masculino” e não há mudança de sexo (cirúrgica) que mude isso. Se a mulher gosta de mulheres, ela continua sendo “feminino” e não há como mudar essa lógica. Definitivamente, as maneiras da pessoa se relacionar sexualmente não mudam a natureza dela. Quem é homem é homem; quem é mulher é mulher, independente das suas escolhas ou opção sexual.

Agora vamos discutir o financiamento e a estrutura da Educação em nosso país, para que as futuras gerações, como a atual, não sejam tão intolerantes diante do diferente.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Aos 18 anos já foi preso 16 vezes...

Flávio Azevedo 
O jornal Folha da Terra trás uma notícia curiosa e triste. A história confirma um cenário perverso que há anos está identificado, mas nunca é corrigido. A reportagem conta um trechinho da história de Jeovani Veloso, que foi preso na última quinta-feira (18/09), por policiais militares de Rio Bonito. Ponto para a Polícia! Todavia, chama a nossa atenção, o fato de Jeovani ter 18 anos e já contabilizar 16 passagens pela Polícia. Segundo a matéria, a última prisão dele foi há cerca de três meses, em Itaboraí, por roubo de uma moto em Rio Bonito. E já estava na rua e fazendo a mesmíssima coisa!

Como eu tenho dito – para horror de poucos e alegria de muitos – a polícia está trabalhando, mas a Justiça, que atende orientações de Leis redigidas pelos engravatados de Brasília (existe interesse em manter a marginalidade atuando), está sempre devolvendo ao convívio social, pessoas que por não gostar de trabalhar seguem nessa atividade comercial chamada crime.

Até quando?

Eu gostaria de ressaltar que eu não culpo o Judiciário, porque por mais que esse poder seja problemático, ele só está seguindo a Lei que é escrita, como eu relatei anteriormente, pelos engravatados de Brasília. Penso que enquanto a sociedade não perceber que os pobres, os marginais e os desajustados, são olhados como máquina de captação de voto, esses problemas não vão acabar.

É claro que ninguém é pobre porque quer. Aliás, menos de 1% dos pobres estão na marginalidade. Mas a vagabundagem é uma escolha e no Brasil ela é estimulada. Sim, por aqui quem é vagabundo tem status. Tanto a vagabundagem é uma escolha, que tem muitos ricos por aí, pessoas abastadas, estudadas e de posição social elevada, que escolhem ser vagabundos (vejam o caso da Petrobras e da FIFA, entre outros).

Mau caratismo e bandidagem estão na essência, já vem no DNA. Portanto, deixemos os discursos bonitos e socialmente responsáveis de lado, porque não tem conserto. Até existe conserto, mas só pode ser feito por Papai e Mamãe lá na primeira infância. O problema é que Papai e Mamãe, atualmente, estão transferindo a responsabilidade, que é deles, para o Estado, que por interesses escusos não recusa essa responsabilidade que lhe é imposta, uma vez que essa aberração social é a possibilidade real de amealhar votos e permanecer no poder.

Em minha opinião, a deformidade social não corrigida na primeira infância não tem conserto, somente solução!

sábado, 20 de junho de 2015

Detran e Lei Seca continuam atuando mal em Rio Bonito

Flávio Azevedo 
A Lei Seca com o seu foco social é fantástica, já o foco arrecadador é perverso.
Alô galera da Lei Seca! Vocês estão se instalando em frente a antiga Ferreira Vieira para “caçar bebuns no volante” ou “caçar níquel” para os cofres estaduais? Alô governo do Estado! Sabemos que a crise está grande, mas arrumem, por favor, outra maneira de arrecadar e equilibrar as finanças. Aproveito a ocasião para pedir que vocês tirem do papel a promessa de que a nossa cidade terá um Detran (o atual é vergonhoso/foto).
Não conseguimos agendar vistoria em nossa cidade! Por favor, tomem vergonha na cara e acabem com essa sacanagem de termos que ir a outros municípios para legalizar os nossos veículos. Eu, particularmente, me recuso pagar por um serviço que é gratuito. Chega dessa lógica de colocar dificuldade para vender facilidade! Pelo amor de Deus!

ESCLARECIMENTO

Ao contrário do que dizem alguns bobalhões por aí, eu nada tenho contra a Lei Seca, mas quando ela se manifesta com a intenção de arrecadar não tem o meu apoio. Todas as vezes que eu critico a Lei Seca como ferramenta de arrecadação aparece uns desavisados falando bobagem, como se eles estivessem satisfeitos com a ineficiência do nosso Detran, que como todos sabem, não funciona a contento. E ainda tem a questão do desvio de finalidade da Lei Seca.

A blitz da Lei Seca tem uma função social muito mais nobre que ficar vigiando quem está andando na ilegalidade, sobretudo quando essa ilegalidade é provocada pela ineficiência do estado, o que eu entendo como "perversidade" e "oportunismo". No meu entendimento, o que acontece, hoje, é colocar dificuldade para vender facilidade. E tem muito gente se dando bem com essa sacanagem.

Quanto ao Detran de Rio Bonito, todas as vezes que por lá eu passei, eu sempre fui bem atendido. Todavia, o local é um cubículo que nunca atendeu decentemente a nossa cidade. Aquilo sempre foi um muquifo e os caciques políticos que comandam o posto nunca pensam no conforto e no acolhimento do contribuinte. Eles pensam em tudo, menos em dar acolhimento e dignidade a quem precisa dos serviços do nosso posto do Detran.

Onde estão os parceiros de Rio Bonito nessa hora? Estou falando daqueles senhores e senhoras que subiram em palanque por aqui, em 2014, dizendo que olhariam para a nossa cidade com carinho. Cadê aqueles senhores que povoavam o nosso espaço aéreo com os seus helicópteros quando estavam em campanha? E qual a iniciativa da "amiga" deles diante da ineficiência do governo do Estado em nossa cidade?

Aqui vai uma dica: ficar choramingando e reclamando que está recebendo críticas não ajuda. É melhor começar a trabalhar e usar o ouvido para ouvir outras coisas além de fofocas e relatórios produzidos pelos integrantes do DOI-CODI, que por incrível que pareça é um grupo bem pago para um único objetivo: fuxicar a vida alheia e descobrir quem está criticando esse governo tetraplégico que pensa estar administrando Rio Bonito.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Democracia...

Flávio Azevedo 

Uma noite que entra para a história de Rio Bonito como um claro movimento de que a nossa cidade tem jeito quando existe união, maturidade, respeito, instituições fortes, comprometimento, ideal, ações pensadas com cautela e frieza, pensamento coletivo... Enfim, nesse dia 18 de junho de 2015, nós acompanhamos o que é Democracia. Mas isso não se deve apenas por conta dos vereadores e suas atuações, porque a presença maciça dos profissionais de Educação, que há semanas não arredam pé do plenário da Casa Legislativa, foi fundamental.

Acontece, que depois de ter aprovado uma Lei que beneficia os profissionais de Educação, os vereadores viram essa Lei ser parcialmente vetada pelo poder Executivo, que se por um lado não abre mão dos seus excessos; por outro, não quer admitir que o funcionalismo público municipal, nesse caso a categoria da Educação, precisa ser valorizado e cansou de ser ludibriado, desrespeitado, mal remunerado e, sobretudo, usado como massa de manobra.

Os vereadores de Rio Bonito, como nos melhores parlamentos do mundo, hoje, se apresentaram como donos dos seus mandatos e se portaram como representantes do povo. Todavia, não podemos elogiar apenas os vereadores, quando profissionais de Educação em estágio probatório deixaram de lado a condição de iniciantes, para bater de frente com um sistema arcaico, viciado, ultrapassado e traiçoeiro.

Estamos falando de um sistema que habitualmente impõe dificuldade para vender facilidade. Não podemos deixar de exaltar também, aqueles profissionais que há cerca de 30 anos lutam por melhorias. Estamos falando de gente que já havia entregado os pontos, mas decidiu reunir as últimas gotas de esperança na luta pelos seus direitos, negados há tantos anos.

Diante de um plenário lotado de profissionais de Educação, o presidente da Casa Legislativa, vereador Reginaldo Ferreira Dutra, o Reis (PMDB), logo na abertura dos trabalhos dá a notícia de que a Lei nº 30 que beneficia os profissionais de Educação seria promulgada pelo poder Legislativo, uma vez que o poder Executivo não sancionou a Lei depois que foi aprovada pelos parlamentares no último dia 19 de maio.

No entendimento do Executivo, para receber os benefícios aprovados na Lei nº 30, os profissionais precisam oferecer 80 contribuições ao Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Rio Bonito (Iprevirb). O argumento é de que sem as referidas contribuições, que dividas em meses representa seis anos seis meses, o profissional pode até migrar para a inatividade, mas o salário não será calculado sob a nova Lei. O entendimento de algumas correntes, inclusive, da vereadora Rita de Cássia, é de que essa regulamentação fere a Constituição Federal Brasileira. Os representantes do Sindicado Estadual dos Profissionais de Educação (SEPE) tem entendimento similar.

A decisão firme e independente do parlamento deixou eufóricos os profissionais de Educação presentes na Câmara de Vereadores. Encerrada a seção, eles celebraram a vitória nessa etapa da luta e alguns chegaram a chorar. A professora, Renata Borba, usando da palavra, pede que a prefeita não ingresse na Justiça e convida os profissionais a rezarem para que o coração da chefe do poder Executivo seja tocado e o benefício aprovado pelos vereadores seja dado aos profissionais de Educação.

A aula de democracia presenciada no parlamento de Rio Bonito, hoje, além de entrar para a história, mostra que as pessoas começam a entender a importância das instituições, dos Sindicatos, da união na busca por um ideal, da uniformidade das ações, do pensamento coletivo, entre outras coisas que podemos classificar como evolução, uma vez a mobilização dos profissionais de Educação chega com cerca de 20 anos de atraso.

Concluo, destacando que ao contrário do que alguns dizem, houve sim mobilização durante a gestão do ex-prefeito José Luiz Antunes (2005/2012) e nos dois primeiros mandatos da atual prefeita (1997/2004). Todavia, por uma série de questões nunca se chegou a um conflito como esse que vemos hoje. Em minha modesta opinião, a greve transcende a pauta de reivindicações da categoria e sinaliza insatisfação popular com a classe política de maneira geral.

Rio Bonito não será a mesma depois dessa greve. A partir de hoje estão mudados, os profissionais de Educação; os próprios vereadores; e até quem acompanhou, de perto ou de longe, a queda de braço entre setores e poderes, um exercício de musculação que serve para amadurecer e fortalecer a Democracia e sua essência, que e a participação, o engajamento e a perseverança.

Parabéns a todos os envolvidos nessa batalha e que o poder Executivo aproveite a oportunidade de escrever o seu nome na história positiva de Rio Bonito.



segunda-feira, 15 de junho de 2015

Acidente sem vítimas na noite de sábado em Rio Bonito

Flávio Azevedo
O acidente aconteceu na Av. Sete de Maio, quase em frente ao Espaço Cultural Lona na Lua.
Enquanto aguardávamos a abertura dos trabalhos no Espaço Cultural Lona na Lua, na noite do último sábado (13/06), um acidente, sem vítimas, envolvendo um Meriva placa LKV 6037; e o Fiat Palio Placa NJX 4162, ambos de Rio Bonito, causou sérios transtornos no Trânsito do local. Segundo testemunhas, a mulher que dirigia o Palio aparentava estar dormindo sobre o volante.

Outra testemunha informou que o Palio invadiu a pista contrária e bateu no Meriva, onde estava uma família. Como se estivesse desacordada, a mulher continuou acelerando e empurrou o veículo por alguns metros. Retirada do veículo, a mulher foi atendida por quem acompanhou o acidente e foi socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Os integrantes do Meriva sofreram apenas o susto. Já a motorista do Palio foi removida para o Hospital Regional Darcy Vargas.