quinta-feira, 30 de junho de 2016

Alunos assaltados nas proximidades das escolas da Mangueirinha

Flávio Azevedo
Não é a primeira vez que estudantes são assaltados nas imediações dessas duas escolas.
A insegurança no entorno das escolas municipais, Dr. Astério Alves de Mendonça e Ciep, na Mangueirinha, em Rio Bonito, segue assombrando alunos, profissionais de Educação e pais de alunos. Na última segunda-feira (27/06), a nossa reportagem recebeu denúncia de novo registro de assalto a um grupo de alunos nas proximidades do Ciep. A ação teria acontecido por volta das 13h. Ainda segundo a nossa fonte, os autores são dois menores moradores de Tanguá. Um deles foi capturado e preso pela polícia. O outro fugiu.

De acordo com as informações que chegaram a nossa redação, os ladrões atacaram quatro estudantes, sendo dois meninos e duas meninas. Os ladrões levaram três celulares e uma bicicleta, “sendo que os policiais conseguiram recuperar a bicicleta”, contou a nossa fonte, acrescentando que os bandidos foram agressivos com os estudantes e estariam usando uma arma de brinquedo. O patrulhamento do trecho é uma das reivindicações dos alunos e pais de alunos, “porque não é primeira vez que esse tipo de coisa acontece”.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Secretária de Saúde de Silva Jardim dá aula de gestão na Audiência Pública sobre Hospital Darcy Vargas

Flávio Azevedo
A secretária municipal de Saúde de Silva Jardim, Tereza Cristina Fernandes.
Na Audiência Pública que tratou das dificuldades do Hospital Regional Darcy Vargas (HRDV); e por tabela da Saúde de Rio Bonito, eu fiquei com uma tremenda dor de cotovelo enquanto eu ouvia a secretária municipal de Silva Jardim, Tereza Fernandes; falando sobre os caminhos que podem ser trilhados para tirar o HRDV da situação triste que está. A dor de cotovelo foi pelo fato de termos em Rio Bonito uma pessoa que entende tanto de Saúde, mas que no momento vende os seus excelentes serviços para a Prefeitura de Silva Jardim, porque foi preterida pela atual administração (e não me venham com chorumelas!).

Dentro da aula sobre Saúde Pública que ela ofereceu em sua participação na Audiência Pública, ela disse que Plano Operativo Anual (POA) precisa ser amentado; explicou que enquanto a receita do hospital for menor que as despesas, a instituição seguirá no vermelho; ensinou como a Programação Pactuada e Integrada (PPI) pode ser usada para compensar os gastos extrateto e serviços prestados aos moradores de municípios que não são pactuados com Rio Bonito; entre outras coisas. Ela também discorreu sobre a regulação de cirurgias eletivas; ponderou que muitas dessas ações não devem partir do HRDV, mas da Secretaria Municipal de Saúde; destacou que Silva Jardim tem dinheiro para aportar no Hospital, mas os caminhos para tornar isso possível precisam ser pavimentados pela Secretaria de Saúde de Rio Bonito.

A secretária de Silva Jardim discorreu ainda sobre o uso do Cartão SUS; falou sobre o funcionamento dele para a Saúde; fez reflexões sobre a Rede de Ortopedia, que por falta de habilidade e intransigência médica não está atendendo pacientes de Silva Jardim. Ficou nítido que o Hospital está perdendo dinheiro, porque a demanda silvajardinense está sendo mandada para outros centros (Alberto Torres e Azevedo Lima), por questões que transcendem a ação dela quanto secretária do município vizinho, do comando do Hospital, mas desemboca direto na atuação da Secretaria de Saúde.

Em sua manifestação, Tereza Fernandes usou muito as palavras, COMPLEMENTAÇÃO e PACTUAÇÃO, deixando claro para quem usa o cérebro, que está faltando conhecimento técnico na condução da Saúde de Rio Bonito e logicamente no socorro ao Hospital. Ela ressalta também que o Estado tem a sua parcela de responsabilidade, por trabalhar com mês de 90 dias, “e ninguém sobrevive assim”. Sobre a UPA, ela ressaltou que participou da fundação desse equipamento em Rio Bonito e frisou que “o objetivo era abrir a UPA e fechar a emergência do Hospital, que deveria contar com uma emergência referendada e não de porta aberta”.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Roubos e assaltos seguem acontecendo em Rio Bonito

Flávio Azevedo
É irritante não podermos ver a carinha dos marginais, mas é coisa da Legislação brasileira, sempre muito amável com a vagabundagem e muito dura com o cidadão de bem.
Noite de domingo (19/06), por volta das 20h30min, um elemento que estava dentro da Igreja Mundial, templo localizado nas proximidades do antigo posto Luanda, roubou várias pessoas (bolsas, telefone) e saiu correndo em direção ao Centro da cidade. Alguns fiéis tentaram ir atrás do homem, mas sem sucesso. A minha fonte estava no templo na hora do ocorrido. Recentemente furtaram os pertences de uma senhora que rezava na Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição. Concentrada em seus pedidos, a vítima não viu a ação do marginal. O assunto foi debatido na Câmara de Vereadores.

Noite de segunda-feira (20/06), por volta da meia-noite, um elemento faz sinal para o ônibus da linha Alcântara em frente ao Ambulatório Municipal Manoel Loyola, na Mangueirinha. Ao entrar no coletivo, o homem diz ao motorista que é um assalto e pede o dinheiro do caixa. Ao descer do ônibus, alguém viu que o ladrão só tinha uma faca. Esse alguém desceu do ônibus, cercou o marginal, quem passava pelo local reforçou o cerco, moradores do trecho também vieram ajudar a segurar o vagabundo. A polícia foi chamada. Segundo a minha fonte, que estava no interior do coletivo, a polícia chegou e levou o ladrão.

Noite de terça-feira (22/06), por volta das 21h, na Rua Vereador Joaquim de Castro (Subida do Boqueirão), no Centro de Rio Bonito, policiais militares prenderam três marginais (foto) que estavam assaltando pessoas naquele trecho. O trio foi encaminhado a 119ª DP (Rio Bonito) para o Registro de Ocorrência. Na foto eles aparecem de costas, porque são menores e na condição de “inocentes crianças” eles não podem ser expostos. 

Essas narrativas mostram que os marginais estão soltos, estão atuando, estão cada vez mais audaciosos e precisam ser freados. A narrativa também mostra que dentro das suas limitações, a polícia está trabalhando e fazendo a sua parte. Aproveito a ocasião para dizer que apoio integralmente a proposta de implantação de sistema de monitoramento da cidade; e a adoção do Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis), quando a Prefeitura contrata policiais de folga para reforçar o efetivo local. Também sou favorável a construção de cabines nas entradas e saída da cidade, para verificar quem está chegando e saindo sobretudo do perímetro urbano. A implantação de um DPO no 2º Distrito, cantilena antiga que ouvimos a cada ano de eleição, precisa sair do plano da mentira de campanha para se tornar de fato um plano e ação do governo. 

Essas ações são urgentes, foram prometidas no mentiroso palanque que venceu as eleições municipais de 2012; e deveriam ser priorizadas pela Prefeitura de Rio Bonito, hoje, focada no ganho de alguns, quando deveria se concentrar no bem estar da coletividade. #flavioazevedo

segunda-feira, 20 de junho de 2016

A violência aumentou em Rio Bonito e em todo Rio de Janeiro

Flávio Azevedo
A violência segue em alta no Rio de Janeiro e não adianta tentar esconder essa realidade da população! Uma reportagem do Jornal Nacional dessa segunda-feira (20/06) mostram que a violência aumentou muito no Estado do Rio nos primeiros meses de 2016. Sobre o assunto, o secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame; e o prefeito do Rio, Eduardo Paes, trocaram farpas e acusações.

A população fluminense quer respostas que reduzam a insegurança. Arrastão em escola do Rio, resgate de traficante em hospital, cinco policiais militares baleados em apenas 12 horas, um casal teve o carro metralhado ao entrar por engano numa favela, uma mulher e um rapaz, morreram atingidos por balas perdidas no complexo de favelas do Alemão; e a insegurança crescente que assusta os municípios interioranos como Rio Bonito, Tanguá, Silva Jardim etc.

Se especialistas apontam o descrédito da política de Segurança promovida pelo Estado, ainda há quem tente tapar o sol com a peneira. Por exemplo, o ministro da Defesa, Raul Jungmann. Ele disse que a segurança dos Jogos Olímpicos do Rio vai estar dentro dos melhores padrões internacionais. E depois que os jogos acabarem, ministro? Manteremos qual padrão internacional? O padrão Noruega ou o padrão do Iraque?

O secretário estadual de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame aponta a esculhambação urbanística do Rio como razão para o crescimento da violência e a dificuldade que a Polícia tem para operar. E nas cidades interioranas, qual seria a razão?
Insistem comigo que Segurança Pública é uma ciência que só pode ser discutida por especialistas. Papo furado, poque a segurança pública é um dever do Estado e direito e responsabilidade de todos. Ou seja, todos nós podemos pensar o assunto, debater o tema em casa, no trabalho, nas escolas, nas igrejas, nas associações, nas instituições etc.

Eu insisto na tese de que os municípios da nossa Região precisam se consorciar para encontrar solução diante de problemas estruturais históricos que as nossas cidades enfrentam. Setores como Saúde, Educação, Segurança, Transporte, Lazer, geração de emprego e renda, tudo isso precisa ser pensado de maneira consorciada. Eu não posso desejar que Rio Bonito seja o primo rico dessa família chamada Metropolitana II, porque os filhos dos primos pobres (cidados vizinhas) certamente virão para Rio Bonito em busca da estrutura mellhor que for montada aqui. Logo, se faz necessário crscer de forma igualitária. Para isso deveria servir o tal Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento do Leste Fluminense (Conleste), que cerca de 10 anos depois de fundado ainda não disse a que veio.

domingo, 19 de junho de 2016

Picaretas e vagabundos quebraram o Rio de Janeiro

Flávio Azevedo
O jornalista pergunta ao governador em exercício do Rio de Janeiro, “por que o Estado chegou a essa situação crítica?", e o cara de pau responde com uma metáfora cínica e sórdida: “o que aconteceu ontem pertence a história”. Já que Dornelles esqueceu o que aconteceu ontem, eu vou refrescar a memória dele e lembra que há pelo menos 40 anos, ele (Dornelles) e muitos outros picaretas estão dilapidando o Rio de Janeiro e governando o território Fluminense como se ele fosse uma extensão dos seus quintais!

Muito se critica Sarney e Lobão (Maranhão); Renan e Collor (Alagoas); os Magalhães (Bahia); os Barbalho (Pará); Garibaldi e Agripino (Rio Grande do Norte); Raupp (Rondônia); Termário Mota e Jucá (Roraima); Jereissati e Eunício (Ceará); Virgílio (Amazonas); Delcídio Amaral (Mato Grosso do Sul); Cunha Lima (Paraíba); Caiado (Goiás); e esquecemos que o Rio de Janeiro produz os políticos mais picaretas do território nacional. Para o amigo ter uma ideia, o nosso principal nome na política do país, hoje, é Eduardo Cunha, elemento que dispensa apresentação, porque as notícias sobre corrupção e bandalheira é só dele.

A partir da redemocratização do Brasil (1985), o Rio de Janeiro foi dominado por picaretas de espécie e vagabundos de toda ordem. Se fizermos uma análise fria e sem paixões politicas, analisando mandatos e Atos de nomes como Brizola, Moreira Franco, Marcelo Alencar, núcleo Garotinho, Cabral, Pezão e toda sorte de gente nociva, que ocupou a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) nesse período, nós entenderemos porque o Rio de Janeiro está nesse estado crítico. 

Religiosos fajutos, traficantes, pistoleiros, contraventores, milicianos, picaretas de todo tipo, oportunistas... Essa é a essência da política Fluminense. O mais triste é que essa lógica acaba se reproduzindo em 90% das prefeituras do Estado (92), atinge as Câmaras Municipais, o Judiciário e demais instituições. Ou eliminamos essa troça que comanda o Rio de Janeiro ou nosso estado irá desaparecer. 

E a limpeza deve começar já nas eleições do próximo dia 2 de outubro, porque a única maneira de expurgar a marginalidade institucional que domina a política Fluminense é eliminando o que há de nocivo e ruim a partir dos municípios. Portanto, mãos a obra!

sexta-feira, 17 de junho de 2016

“O jornalista Flávio Azevedo é um babaca”

“Flávio Azevedo é um babaca que está atrapalhando a vida de quem está trabalhando, porque fica denunciando que tem prostíbulo no Parque Indiano, em Rio Bonito. Nessa crise que nós estamos atravessando, eu tenho feito o transporte de pessoas para lá, também transportamos as meninas e esse cara fica atrapalhando o nosso ganho”. 

Essa declaração é de um taxista de Rio Bonito. Ele disse isso a um amigo. Essa afirmação retrata a inversão de valores que domina a nossa sociedade. O jornalista que faz uma matéria está errado e quem se associa a ilegalidade está certo.

Eu fico me perguntando: já que estamos em tempo de crise, será que ele teria coragem de colocar a esposa ou a filha para trabalhar na casa das primas para reforçar o orçamento? Enfim, se a prostituta é filha dos outros, tudo bem; mas a minha filha não pode! #flavioazevedo

terça-feira, 14 de junho de 2016

Em crise, Hospital Darcy Vargas pode fechar as portas

Flávio Azevedo
Na sessão Legislativa dessa terça-feira (14/06), o Hospital Regional Darcy Vargas (HRDV) voltou a ser assunto e tema de amplo debate entre os vereadores de Rio Bonito. As informações são de que estão faltando medicamentos, insumos, os salários estão atrasados e as dívidas do governo do Estado com a instituição são milionárias. Ainda segundo os parlamentares, profissionais do hospital estão pedindo socorro, porque “faltam lençóis, luvas, gesso, fita de teste glicêmico, medicamentos básicos e condições de trabalho”. Também existe a denúncia de folha de pagamento inflacionada, altos salários e favorecimentos questionáveis na contratação de pessoal. A saída de Djalma de Paula, que pertencia do atual quadro de diretores, também foi discutida.

Antigas críticas ao hospital tramitam nos bastidores do poder Legislativo. Os parlamentares são abastecidos por informações que chegam de funcionários do próprio hospital. Muitas dessas denúncias também estão chegando aos canais de comunicação do Grupo de Mídias O Tempo, por exemplo, a sobrecarga da folha de pagamento, os altos salários e as contratações desnecessárias, sobretudo em tempos de crise. O carro que o hospital ganhou da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) está parado na garagem da unidade e ainda não foi aproveitado pela direção da unidade, que na opinião dos parlamentares, precisa demonstrar criatividade para junto da sociedade tirar as contas do hospital do vermelho. 

O desentendimento de profissionais médicos por pura vaidade que acabam trazendo prejuízos ao hospital (antiga e patética situação que realmente existe) também foi assunto entre os vereadores. A dificuldade que o riobonitense tem de se associar ao HRDV, porque a entidade é enxergada por muitos como um clube de amigos, é outro ponto discutido nas conversas informais sobre a casa. As seguidas mudanças de comando da instituição, mas sempre dentro de um mesmo segmento da sociedade (Maçonaria) incomoda, mas o silencio é unânime, por conta do velho mau hábito riobonitense: “é melhor não gerar desconforto e não mexer determinadas feridas”.

Não é culpa da Prefeitura

O Hospital Regional Darcy Vargas
A novidade da atual crise é que não existe acusação de falta de recursos e repasses por parte da Prefeitura. O vilão da vez é o governo do Estado, que deve bastante dinheiro ao município e também ao hospital. Todavia, o que está nítido é que Rio Bonito segue sem representatividade política junto ao Estado. Embora a prefeita Solange Almeida seja uma pessoa influente – em campanha (2014), ela apresentou caciques da política estadual como “parceiros de Rio Bonito” – a parceria até aqui não visa os interesses da coletividade. Também chama atenção o fato da cidade ter um deputado estadual e meio (Marcos Abrahão e Paulo Melo), que nesses momentos não mostram serviço em prol do cidadão riobonitense. 

Pontos percebidos em crises anteriores e expostos pela nossa reportagem podem ser novamente observados. Está claro que a unidade não está suportando a sobrecarga de pacientes que chegam dos municípios vizinhos. Todavia, quem está envolvido na politica local há algum tempo sabe que é vedado aos prefeitos vizinhos, o envio de qualquer recurso dos seus municípios para custear o HRDV (isso é Lei). Essa situação é do conhecimento do Ministério Público, da Justiça, do Conselho Regional de Medicina (Cremerj); do Conselho Municipal de Saúde, do governo do Estado; restando apenas que esses atores se reúnam – isso poderia ser feito através do Conleste – para pensar soluções para essa situação que não é novidade.

A morosidade em encontrar soluções para os problemas da Saúde de Rio Bonito e Região ocorre pelo simples fato de que as pessoas incumbidas de reforçar esse setor não têm urgência em resolver essa questão. Estamos falando de gente que quando precisa da Saúde, a influência faz com que elas tenham bom atendimento no combalido HRDV ou consigam atendimento nos melhores hospitais da Capital do Rio de Janeiro.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Moradores do Parque Indiano denunciam abertura de prostíbulo no bairro

Flávio Azevedo
Os canais de comunicação do Grupo de Mídias O TEMPO tem recebido de moradores do Basílio e adjacências, inúmeras denúncias de que um prostibulo foi instalado no Parque Indiano. A “casa das primas”, como o local é chamado, funciona próximo a Igreja Batista, onde era um comércio de ração. De acordo com uma das denúncias, o estabelecimento ganhou Alvará de funcionamento de bar, “mas na verdade é um prostíbulo”.
– A Prefeitura nada fez até agora e nós temos como provar que não é um bar e sim uma casa de prostituição, onde cada programa custa R$ 70,00 por 20 minutos de diversão com a prostituta. As próprias “meninas” falaram que o dono tem influência para ficar com a casa funcionando. Para quem esteve por lá, as prostitutas disseram que ninguém tira elas de lá – revela uma das denúncias que chegam aos nossos canais de comunicação.

Outra denunciante diz estar preocupada e faz um alerta: cuidado ao denunciar essa questão, porque quem mexe com essa gente corre riscos, uma vez que as pessoas que atuam nesse mundo é sempre gente perigosa e envolvida com o crime. Os moradores da localidade seguem esperando uma ação da Prefeitura e da força policial de Rio Bonito no sentido de fechar o estabelecimento, como aconteceu com uma wisqueria que existia no bairro Colina da Primavera, que camuflava um prostíbulo.

Vereador Reis está inconformado

A nossa reportagem entrevistou o presidente da Câmara de Rio Bonito, vereador Reginaldo Ferreira Dutra, o Reis (PMDB), sobre o assunto. O parlamentar, que reside no bairro há cerca de 30 anos, confirma estar sabendo da questão, garante que está empenhado no sentido de fechar o estabelecimento e frisa que também foi alertado quanto aos riscos de enfrentar o sistema criminoso que envolve esse tipo de atividade.
– Realmente está acontecendo isso lá no bairro e fui pego de surpresa. Quando estava para inaugurar o estabelecimento, os moradores me procuraram para denunciar e eu não acreditei. Mas essa desgraça aconteceu. Eu já cobrei seriamente do poder Executivo o fechamento do local, o espaço está funcionando e estão dizendo para população que é uma lanchonete, mas quem esteve lá disse que realmente é uma casa de prostituição. Estou chateado também com o proprietário do imóvel, o Sr. Raulbino Pereira de Mesquita, que não deveria ter alugado o prédio para esse tipo de comércio – disse Reis, alegando que já levou o caso ao poder Executivo, as Polícias Civil e Militar; e ao Ministério Público, “mas quem realmente precisa tomar providências é a Prefeitura de Rio Bonito”.

Em relação aos riscos que os descontentes com o estabelecimento podem correr, porque o proprietário do espaço pode ser violento com os insatisfeitos, o vereador comenta que na própria Prefeitura ele também recebeu esse alerta.
– Na própria Prefeitura já me disseram, “cuidado vereador! Você mora no bairro, é complicado você mexer com esse tipo de coisa, são pessoas que vieram de fora do município”... Mas eu não estou prejudicando ninguém, eu estou fazendo o meu papel de morador e de fiscalizador do município. Eu não tenho nada contra o empresário, mas entendo que o negócio não é apropriado bairro e para o nosso município, porque já tivemos um estabelecimento desses no bairro Colina da Primavera e foi fechado – ponderou o presidente.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Crise faz Hospital Darcy Vargas restringir atendimento no Pronto Socorro

Flávio Azevedo

O Hospital Regional Darcy Vargas de Rio Bonito
O Hospital Regional Darcy Vargas (HRDV) restringiu, desde o último dia 1º de junho, o atendimento no Pronto Socorro da unidade. Até os curativos foram suspensos no setor de emergência. Também ficou definido que os pacientes serão atendidos conforme classificação de risco. Vermelho, “atendimento imediato”; Amarelo, “urgente”; Verde, “pouco urgente”; Azul, “não urgente”. Os pacientes classificados pela cor “Azul” serão encaminhados ao atendimento ambulatorial. As mudanças foram anunciadas através do Ofício 204/2016 que a direção do HRDV destinou a Câmara de Vereadores de Rio Bonito. O documento foi lido em plenário na sessão Legislativa dessa terça-feira (07/06).

Segundo o Ofício, a crise econômica que atinge o país está sendo sentida pelo HRDV que não tem recebido vários repasses e também pelo aumento da demanda de pacientes que chegam ao Pronto Socorro, onde o volume de pacientes de municípios vizinhos, principalmente de Itaboraí, aumentou de maneira significativa. Se anteriormente existia uma nítida tentativa de esconder as pendências do governo do Estado com a unidade, hoje, a direção do hospital assume que existe o débito e pelo montante apresentado eles são antigos.

Segundo o ofício que a direção do HRDV endereçou a Câmara de Vereadores, a direção da unidade decidiu fazer uma readequação no atendimento do Pronto Socorro, tendo em vista a crise financeira e a defasagem da tabela praticada pelo Serviço Único de Saúde (SUS). O Ofício também revela que o governo do Estado suspendeu o Programa de Apoio aos Hospitais do Interior (PAHI), causando uma redução orçamentaria anual da ordem de R$ 1,8 milhão. Ainda segundo o Ofício, os pagamentos referentes aos serviços de Oncologia não são efetuados desde dezembro de 2015, “somando um débito de R$ 733 mil”. O custeio do Pronto Socorro, recurso que deve sair dos cofres municipais, segundo o Ofício está defasado em cerca de R$ 200mil/mês, o que representa prejuízo de R$ R$ 2,4 milhões anuais.

Vereador Dilon de Boa Esperança é observado pelo
presidente Reis durante a leitura do Ofício do HRDV.
A direção do HRDV também comunica que a demanda de pacientes provenientes do município de Itaboraí aumentou muito na Emergência, situação que está causando desequilíbrio técnico e financeiro ao hospital. Outro ponto apresentado pelo ofício é relacionado ao setor de Obstetrícia, onde a dívida era da ordem de R$ 345 mil até o último mês de abril. O Ofício revela que o aumento da demanda de pacientes na Emergência também superlota a Obstetrícia, gerando desequilíbrio nas contas do HRDV.
– A Obstetrícia está sobrecarregada pela demanda crescente de gestantes vindas de outros municípios, algumas sem pré-natal, o que eleva a necessidade da realização de partos de alto risco, sem que a nossa instituição tenha condições de atender recém-nascidos, pela falta de estrutura neonatal – informa o comando do HRDV.

O Ofício acrescenta que o aumento de demanda excede a capacidade de atendimento estrutural físico e de recursos humanos do HRDV e alerta para o fato de que a unidade não tem condições de realizar a adequação dessas estruturas, uma vez que as receitas provenientes do sistema público estão sofrendo drástica redução.

Repercussão

Aissar Elias
O vereador Aissar Elias frisou que diante da crise que atinge o HRDV, a Prefeitura precisa atender as Emendas Impositivas que foram feitas pelos vereadores ao Orçamento. “Só eu fiz indicação de R$ 300 mil para o HRDV, porque é uma necessidade emergente". Funcionário do hospital há muitos anos, o parlamentar confirma a sobrecarga da unidade. “O pessoal de Itaboraí está todo vindo para Rio Bonito”.
– Agente lamenta o que está acontecendo em Itaboraí, mas a nossa atribuição é defender os interesses do riobonitense, que está sendo prejudicado. Eu peço que prefeita mande uma mensagem liberando as Emendas Impositivas do HRDV, para que a direção da unidade possa pelo menos comprar materiais básicos, que tem faltado na unidade – destaca o vereador, acrescentando que “a UPA também está sobrecarregada por pacientes de outros municípios e isso precisa ser analisado”.

Marlene Carvalho
A vereadora Marlene Carvalho (PPS) também está preocupada e confirma a falta de material no HRDV. Ela também discorre sobre as Emendas Impositivas e sugeriu que os vereadores conversem com a prefeita, “porque nesse momento nós precisamos nos concentrar no hospital”. 
– Hoje, eu soube que não tinha luva no hospital. Falta soro, medicamentos básicos, na Emergência as faltas são muitas, mas a minha preocupação é com o CTI, onde os pacientes são graves, as medicações são caras e essa Casa precisa se posicionar sobre o que pode ser feito pelo HRDV. Eu também fiz Emenda Impositiva, mas o processo está parado no Gabinete da Prefeitura e segundo informações colhidas a prefeita não vai pagar – conclui.

Cenário

A Saúde em Rio Bonito é sempre um assunto espinhoso, porque as decisões são tomadas com o pensamento nos votos e compromissos políticos. Ao assumir a Prefeitura, em janeiro de 2013, a prefeita Solange Almeida aumentou o aporte financeiro do município no HRDV em cerca de R$ 5 milhões/ano. Há cerca de um ano, o custeio da UPA, que era feito de forma tripartite (governo federal, estadual e municipal), está sendo feito unicamente pela Prefeitura, cerca de R$ 1 milhão mensais. 

O que se percebe, porém, é que as duas principais unidades de Saúde do município (HRDV e UPA) estão funcionando a “meia boca”. As técnicas de gestão apontam na direção de que a decisão mais correta é fechar a UPA (outros municípios estão fazendo isso) e direcionar o recurso destinado a UPA no HRDV. Todavia, essa decisão representa perder cerca de 200 empregados sobre os quais a Prefeitura exerce influência política direta. Fazer investimento no HRDV, que não tem gestão municipal, ainda é entendido por muitos setores como “construir piscina e churrasqueira no quintal dos outros”. Enquanto essas questões não se resolvem, a Saúde do município segue capenga.

sábado, 4 de junho de 2016

A religião se tornou esconderijo de ímpios travestidos de gente piedosa

Flávio Azevedo 
Num tempo de pessoas desesperadas, amedrontadas, desesperançadas, preocupadas e buscando se apegar a qualquer tábua de salvação, a religião é “socorro bem presente na angústia” (Salmo 46.1). Impressionados com as palavras do próprio Jesus, “vinde a mim todos estejam cansados e oprimidos e eu vos aliviarei” (S. Mateus 11.28), inúmeras pessoas recorrem às igrejas para “lançar sobre Ele todas as suas ansiedades”, porque a promessa de S. Pedro é de que “Ele tem cuidado de vós” (II Pedro 5.7).

É comum vermos cristãos de ocasião e gente sem muito senso crítico buscando as igrejas não pela religião, termo que significa religação do homem a Deus. No fundo o que boa parte das pessoas busca é o frenesi momentâneo. Embasados nas palavras de Jesus, “tomai sobre vós o meu julgo e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vossas almas, porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (S. Mateus 11.29-30), multidões se aglomeram em igrejas que se espalham como folhas de outono. 

O que se percebe é que muitos perderam de vista as palavras de Jesus quando Ele estava prestes a regressar para o céu. Ao contrário do que pensam alguns ‘neófitos’, Cristo não prometeu prosperidade e calmaria. Ele disse que no mundo o cristão teria aflições, mas seria importante ter bom ânimo, porque Ele venceu o mundo (S. João 16.33). 

Na contramão do que ensina o cristianismo, boa parte das denominações perdeu de vista a essência do que S. Paulo afirma em II Coríntios 5.17: “se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas passaram; eis que tudo se fez novo”. Hoje, o meio religioso é uma miscelânea. Não são poucas as denominações que apresentam tipos e modos variados de culto. É comum vermos igrejas se adequando ao comportamento das pessoas, quando na verdade elas deveriam propor que as pessoas mudassem o seu estilo de vida.

Por conta dessa falta de orientação, os novos crentes dão nova roupagem aos seus velhos hábitos, comportamentos, costumes e práticas. Esqueceram que “se alguém está em Cristo, nova criatura é”. O pior de tudo é que criticar essa Babilônia que se tornou o meio religioso significa ser rotulado como “perturbador”, o que não é novidade, porque Elias – profeta mencionado no Velho Testamento –, por apontar os pecados do Rei Acabe e da sua rainha Jezabel, acabou sendo rotulado exatamente com o nome de “perturbador de Israel” (I Reis 18.17). 


Diante desse cenário convém refletir sobre o que escreveu S. Paulo em II Timóteo 3.1-5. “Sabei, porém, isto: nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, intemperantes, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes, afaste-se”.

Chama a minha atenção, o trecho que fala da APARÊNCIA DE PIEDADE, sobretudo porque, S. Paulo, alerta que esses supostos piedosos negariam a EFICÁCIA DELA. Por muito tempo esse texto me intrigou. Até que eu entendi que ele não está se referindo aos maus. Esses, segundo as palavras do próprio Jesus, “jazem no maligno” e carecem da glória de Deus (I João 5.19). Essa piedade falsificada é característica de quem se diz crente, se coloca como tocado pelo Espírito Santo, mas na verdade se dedica a disseminar a maldade e praticar a injustiça. Poucos percebem essa situação, porque essa pessoa está usando a máscara da “aparência de piedade”.

Atualmente as denominações falam muito do Espírito Santo, um dos integrantes da Trindade, que é formada por “Deus Pai”, “Deus Filho” e “Deus Espírito Santo”. Todavia, poucos entendem a real missão do Espírito Santo, que segundo Jesus Cristo vinha depois dEle para “convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo” (S. João 16.8). 

CONSIDERAÇÕES FINAIS: É sempre importante olharmos para o nosso próprio umbigo e perguntar: “eu tenho sido mais lobo ou mais ovelha?”. Bem, se assuntos dessa natureza te confundem, não se aflija! Todos nos confundimos, temos momentos de angústia, dúvida e solidão. Nessas ocasiões eu medito no texto escrito em Hebreus 4.16, que diz assim: “Cheguemo-nos, pois, confiadamente junto ao trono da graça, para alcançarmos misericórdia e acharmos graça, a fim de sermos socorridos em tempo oportuno”. Amém!