domingo, 14 de setembro de 2014

Meu pai... Um grande artista!

Flávio Azevedo

O meu pai, o músico, poeta, escritor e letrista, Francisco Azevedo, que nos deixou no último dia 18 de abril, deixando um vazio impreenchível dentre de nós, será o grande homenageado da “II Feira Literária de Rio Bonito” (FLIRB). O evento está sendo organizado pela Secretaria Municipal de Cultura (Semuc) e começa nessa segunda-feira (15/09), na Praça Fonseca Portela, onde permanecerá até 15 de outubro.

Ao ser informado dessa homenagem, eu me lembrei de uma poesia que ele escreveu assim que começou obter os seus primeiros reconhecimentos como poeta e músico da nossa cidade. Ele intitulou o poema como “Eu Artista... Há-há-há!”. O pai nunca imaginou que um dia ele seria homenageado numa Feira Literária. Eu não tenho dúvida que estivesse ele entre nós, ao saber da novidade ele daria um sorriso encabulado e diria: “é verdade isso, filho?”.

Sim pai, é verdade! Assim como é verdadeira a falta que você nos faz. A verdade maior de todas é que a saudade que sinto do senhor é descomunal! Abaixo, você poderá ter acesso a esse texto, escrito por ele em janeiro de 2009.

Disseram que eu sou um artista
Me exaltaram assim
Quando num dia festivo
Eu toquei meu bandolim.

Foi no programa de rádio
O Tempo em Rio Bonito
Apresentado pelo Flávio
Com prestígio e gabarito.

Agradeci ao elogio
Mas não cheguei a me orgulhar
Porque toco com humildade
Para todos alegrar.

Eu toco músicas sacras
Cívicas e também folclóricas
Apresento músicas clássicas
Sertanejas e bucólicas.

Meu bandolim me entende
E conta com emoção
As tristezas e alegrias
Do meu pobre coração.

Às vezes parece que chora
As mágoas do meu dia a dia
Outras vezes dá impressão
Que vai explodir de alegria.

As oito cordas são mudas
Mas criam voz e beleza
Quando pousam sobre elas
As mãos com hábil destreza.

Enquanto a chama da vida
Meu coração balançar
Com garra e dedicação
Meu bandolim vou tocar.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

As reais lições “do 11 de setembro”

Flávio Azevedo 
É impossível passar um “11 de setembro” sem se lembrar dos ataques contra os Estados Unidos da América (EUA), em 2001. Três aviões foram sequestrados e lançados contra símbolos da supremacia estadunidense no mundo. Os alvos foram: as torres do Word Trade Center, em Nova York, símbolo do poder que vem do capital e/ou do dinheiro, que foram atingidas por dois aviões; e o Pentágono, em Washington, um prédio que simboliza o poder bélico e militar dos EUA.

Os ataques seriam liderados pelo homem que passou a ser considerado o inimigo número 1 do Ocidente: Osama Bin Laden, que atuou, contra os EUA, com toda a expertise que adquiriu nos treinamentos oferecidos a ele pelos próprios militares estadunidenses, que precisam fazer servicinhos sujos mundo à fora, mas não querem sujar as mãos.

O mundo ficou chocado diante das cenas de aviões se chocando contra as torres gêmeas. Jornalistas que ainda noticiavam, perplexos, o primeiro ataque, ao vivo, e incrédulos, assistiram um segundo avião atingir a outra torre. Os mais extremistas disseram que o juízo de Deus estava chegando. Outros gritaram que “era o fim do mundo”.

Se o amigo leitor acha que aqui, nós iremos iniciar uma conversa sobre vencedores e vencidos; ou dominados e dominantes, você muito se engana. Mas com uma coisa nós somos obrigados a concordar: com a exclamação da mulher que assistia a destruição das torres gêmeas, de que o juízo de Deus está chegando. E, talvez, como forma de mostrar que esse dia está mais próximo do que imaginamos, Deus tenha permitido que esse desastre, que se tornou um divisor de águas no mundo, acontecesse.

Pedimos que o amigo leitor nos permita recorrer ao que disse Jesus Cristo aos discípulos ao falar sobre “O Tempo do Fim”. O texto foi escrito por Mateus e pode ser lido no capítulo 24 do seu livro. Num trecho ele diz que “ouvireis de guerras e de rumores de guerras”. Ele acrescentou que “se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares”. Jesus Cristo disse ainda, que “por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo. E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim”.

Jesus continua dizendo que “assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem. E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória... Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão. Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que Ele está próximo”.

Se você não sabia vai saber agora. Em 19 de maio de 1780 aconteceu um fenômeno que assustou os moradores dos Estados Unidos. Os Estados de Connecticut, Maine, Massachusetts, New Hampshire, Rhode Island e Vermont, todos no norte do país, viveram um dia escuro. O Sol desapareceu e o meio-dia transformou-se em meia-noite. Naquela noite, a lua apareceu vermelha como sangue, exatamente como Jesus Cristo havia predito no texto de Mateus. Cerca de 50 anos depois, na madrugada de 13 de novembro de 1833, durante horas seguidas milhares de estrelas caíram. Foi como se o céu estrelado estivesse se esfacelando. O fenômeno foi visto da costa leste dos Estados Unidos ao sul da Flórida.

Para fechar o assunto, nós também podemos recorrer ao que escreveu S. Paulo na sua segunda carta destinada a Timóteo (capítulo 3). “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos. Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons. Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus. Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela”.

Sobre “O Tempo do Fim”, que dizem que estar num futuro distante, não creia nisso, pois segundo a Bíblia, esse dia pode estar mais perto do que imaginamos.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Câmara de Rio Bonito lança livro com Lei Orgânica do Município e Regimento Internto

Eu quero cumprimentar o presidente da Câmara de Rio Bonito, o vereador Reginaldo Ferreira Dutra, o Reis, pela iniciativa de fazer um livro que reúne o Regimento Interno da Câmara de Vereadores e a Lei Orgânica do Município. O material, que foi distribuído entre os presentes à reunião do último dia 02 de setembro, quando eu ganhei o meu, segundo o presidente será entregue às escolas do município, as entidades de classe e órgãos de representação da sociedade. Excelente iniciativa! Parabéns!

PS: aos que pretendem se candidatar a vereador nas eleições de 2016, eu sugiro que façam desse material o livro de cabeceira!
A foto é de Willian Teixeira!

domingo, 7 de setembro de 2014

A absurda inoperância do poder público na gestão da Saúde

Flávio Azevedo 
Nesse domingo (07/09), Dia da Independência, somos marcados, no Facebook, em mais uma reclamação sobre a Saúde Pública do município de Rio Bonito. A marcação foi feita por Betânia Carvalho, que expõe um problema enfrentado pelo seu sobrinho, que ao precisar de cuidados médicos emergenciais, não conseguiu socorro nem no Hospital Regional Darcy Vargas (HRDV), nem na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município. Segundo ela, a criança foi atendida em Itaboraí. A reclamação, que tem sido recorrente nas mídias sociais, mostra que ainda falta muito para o Brasil ser realmente um país independente.

Ela escreveu assim: “Indiguinadaaa!!! Saúde em Rio Bonito uma porcaria... 
Minha sobrinha cai, bate a cabeça e chegando no Hospital não tem médico para atender... Chega na UPA não tem médico para atender. Absurdo! Cabeça é coisa séria. Se tiver que morrer morre, é isso? Revoltada com essa prefeita Solange Almeida, nos deixando largados as traças e tendo que recorrer a outros municípios. É isso, só temos Deus por nós!”.

A reclamação também trás nitidez a outra questão: como é ruim subir num palanque e falar bobagem no período eleitoral! Como seria bom, se os nossos políticos aproveitassem os comícios para instruir a população sobre o funcionamento da máquina pública! Como seria positivo, se eles usassem a ocasião para aposentar velhas práticas! Melhor ainda, se os candidatos a qualquer cargo eletivo percebessem que o palanque não é um picadeiro e que o público, embora muitos se comportem como tal, não são palhaços!

Convém lembrar que a internauta está coberta de razão ao reclamar, mas a falta de médicos, uma deficiência que existe há algum tempo em Rio Bonito, não pode ser atribuída apenas aos políticos, que tem culpa no cartório unicamente porque a cada eleição, eles sobem no palanque e ‘vomitam’ um monte de tolice. A verdade e que a grande maioria diz asneiras que levam o povo, que não tem formação e conhecimento de causa, achar que o problema é de ordem política, quando na verdade a questão da Saúde é social e a solução tem que partir da Presidência da República.

A falta de médicos começa pelo fato de que os municípios de menor porte, por questões orçamentárias, não conseguem oferecer salários atraentes como os grandes centros. Outro problema é a formação acadêmica e cultural desses profissionais, geralmente filhos de famílias abastadas. Estamos falando de meninos e meninas que, por conta da criação e meio em que vivem, não conseguem ser sensíveis aos sofrimentos das camadas menos favorecidas, que é a clientela das emergências e hospitais públicos.

Outra coisa: as universidades formam menos médicos do que a demanda. Por outro lado, poucos conseguem ingressar na universidade para estudar Medicina, uma vez que essa disciplina é controlada pelas máfias da Medicina e do ensino superior. Só consegue ingressar na graduação de Medicina quem tem ‘pedigree’. A razão é simples: ser médico no Brasil é símbolo de status, logo essa função não pode ser desempenhada por “qualquer um”. Para ser médico é preciso ter um sobrenome rico, uma vez que no Brasil poder e dinheiro são palavras que se equivalem.

Todavia, apesar dessa situação social clara, a cada eleição os políticos insistem em subir no palanque para dizer que o adversário é incompetente. E pior, como se essas questões se resolvessem num passe de mágica, ele promete, “se eleito for”, mudar o cenário, mesmo sabendo que não vai. O problema é que “desconfiômetro” e “sensatez” são palavras inexistentes no dicionário de boa parte daqueles que entram na política.

Encerramos dizendo que as afirmações escritas nesse texto não são bem vindas, mas essa é a lógica da falta de médicos em Rio Bonito e em todo território nacional. Aproveitamos a ocasião para destacar que quando escrevíamos isso no governo anterior, os simpatizantes do atual governo diziam que estávamos tentando defender o ex-prefeito Mandiocão e a ex-secretária de Saúde, Maria Juraci Dutra. Pois bem, hoje, quando os problemas se repetem e Mandiocão não é mais o prefeito, a culpa é de quem? É da prefeita? É do atual secretário de Saúde?

Bem, como este jornalista não tem a desfaçatez dos políticos e dos seus puxa-sacos, nós continuaremos dizendo que o chefe do poder Executivo e o secretário de Saúde não podem ser responsabilizados por essa questão, que e um problema nacional. Esperamos, porém, que a lição tenha sido aprendida; que o grupo político que administra a cidade, não use mais o período eleitoral para fazer o nosso ouvido de penico (com essa conversa fiada de “Governo da Saúde”); e que a gestora do município venha a público de maneira clara e sem rodeios expor a nítida guerra fria que acontece entre a Prefeitura e alguns membros da direção do Hospital Darcy Vargas.

Concluímos com um pensamento: “na luta do rochedo com o mar, quem apanha é o marisco”.

sábado, 30 de agosto de 2014

Rescaldo da Audiência Pública da Educação de Rio Bonito

Flávio Azevedo
Eu não sou professor, não conheço a fundo a legislação que rege a Educação e também não consigo entender como podem existir leis que determinam uma mínima remuneração para os profissionais dessa área que não são cumpridas e isso fica impune. Nessa sexta-feira (29/08), Rio Bonito viu aconteceu uma Audiência Pública para tratar de vários aspectos relacionados a Educação da rede municipal.

Na ocasião, os presentes ouviram alguém dizendo que o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) está sendo elaborado há cerca de sete anos e se eu não estou enganado, o tão sonhado PCCR está agarrado numa maldita “nota técnica”. Isso me fez pensar em como tem gente cretina nesse mundo!

Está muito nítido que o problema de Rio Bonito está nas administrações estrábicas que dirigiram Rio Bonito nos últimos 20 anos. Também está nítido que os nossos governantes se comportam como crianças mimadas, que só fazem o que lhes convém. Aliás, também está nítido que quando contrariados essas “crianças” fazem pirraça, choram e ficam emburradinhas.

Está mais nítido ainda que, até aqui, o PCCR simplesmente não interessou a nenhum governo, que divulgam uma “nota esfarrapada” ou uma “desculpa técnica” para justificar a falta de vontade política para resolver a questão, já que distribuir contratos, diárias, horas extras e cargos comissionados garante a governabilidade e a possibilidade de se perpetuar e/ou se revezar no poder.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Morre Eduardo Campos e a esperança de renovação da política nacional

Flávio Azevedo
Morreu nessa quarta-feira (13/08), vítima de um acidente aéreo, em Santos/SP, o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), de 49 anos. A notícia deixa perplexo o país, que via no político pernambucano, que é neto do grande líder político, Miguel Arraes (foto 3), uma chance de renovação no cenário político do Brasil. Eduardo Campos era casado e tinha cinco filhos, o mais novo um bebê de sete meses.
O presidenciável tinha uma programação de campanha em Santos. Chovia no momento do acidente. De acordo com a assessoria do candidato, ele participaria às 8h, às 9h30min e às 14h30min de entrevistas a TVs locais. Às 10h30min, concederia uma entrevista coletiva; e às 12h30min participaria de um seminário sobre o Porto de Santos. A bordo da aeronave, estavam sete pessoas, dos quais cinco passageiros (entre eles Campos) e dois tripulantes.
A aeronave que transportava Eduardo Campos e seus assessores era um Cessna 560XL, um jato executivo com duas turbinas e 16 metros de comprimento, 5,23 m de altura e 17,17 m de largura. O avião tinha a capacidade de transportar nove passageiros. O alcance da aeronave é de 3.900 km, o que significa, por exemplo, que pode voar de Porto Alegre a Belém sem fazer escalas. Sua velocidade máxima é de 800 km/h.

Última entrevista

Nessa terça-feira (12/08), ao “Jornal das Dez” da Globo News, Eduardo Campos concedeu a sua última entrevista. A primeira conversa foi sobre economia, onde ele abordou a questão da Petrobras, “a única petroleira que aumenta as vendas, mas também contabilizar prejuízos”; e o aumento de energia e combustíveis que está sendo esperado para depois das eleições. Ele também defendeu regras claras para o reajuste dos combustíveis.
Ele também comentou o “fator previdenciário”. A criação de um conselho nacional para garantir controle social e transparência dos gastos públicos também foi assunto. Ele destacou que a partir do momento que se vive mais, em todo mundo a questão da previdência é um problema sério. “O que não pode é a pessoa que contribuiu a vida toda por três salários receber menos que isso”.
O candidato também comentou que não é possível existir municípios que representem prejuízos para os cofres da União. “Tem município que é criado unicamente para gerar emprego público, mas não representa avanço para a população daquele território”, disse Eduardo Campos, comentando que essas são razões para os gastos públicos que oneram os cofres públicos.
Sobre a possibilidade de uma maior presença do ex-presidente Lula, num futuro governo da presidenta Dilma Rousseff, o candidato do PSB disse que isso não passa de um marketing do PT e justifica.
– Quando a presidenta foi eleita, havia uma satisfação popular com o PT, com o presidente Lula. Hoje, o desejo de mudança é muito forte e isso será fundamental para a não reeleição da presidenta – disse Campos, apesar de ter conhecimento das pesquisas eleitorais que apontam para a possibilidade de reeleição do governo Dilma.
Sobre a inversão de posições na chapa, vindo Marina Silva como candidata a presidência e ele vice, Eduardo Campos respondeu que a presença dele como candidato foi uma proposta da própria Marina Silva.
– Ela queria um debate programático com ênfase em três princípios: compromissos naquilo que o Brasil conquistou, melhorar a qualidade da democracia e dialogar com a sociedade para construir uma base programática de entendimento – comentou.
Sobre estar em segundo colocado nas pesquisas eleitorais no seu estado, Pernambuco, onde Dilma lidera; e estar em terceiro lugar em estados importantes do Nordeste, como na Bahia, onde perde para Dilma e Aécio Neves; ele explicou que pesquisas internas do partido apontam o seu crescimento, algumas inclusive, feitas em Pernambuco, onde ele vence Dilma Rousseff com 20 pontos de diferença.
– A população ainda está distante do processo eleitoral. Quando o horário eleitoral começar, as pesquisas apontarão outra realidade. Eu tenho pesquisas que eu já venço a presidência com mais de 20 pontos. Pesquisas feitas em Pernambuco, estado que eu governei por duas vezes, fiz um governo reconhecido pela população e que sabe dos meus compromissos com a governança, que olhe para os que mais precisam, que inove, que valorize o mérito e que faça as mudanças chegarem à vida das pessoas – concluiu.

Mais um golpe na almejada renovação

A trajetória de Eduardo Campos, que se encerra com uma tragédia, lembra o também representante do Nordeste, Luís Eduardo Magalhães, filho do líder político baiano, Antônio Carlos Magalhães (foto), que também ingressou na política muito jovem, ocupou vários cargos públicos, foi deputado federal, sendo, inclusive, presidente da Câmara dos Deputados (1995/1997). Quando morreu, em 21 de abril de 1998, vítima de um infarto fulminante, aos 43 anos, Luís Eduardo Magalhães era considerado o próximo governador da Bahia.
Luís Eduardo Magalhães era apelidado de "Príncipe" dos deputados por ser articulador e demonstrar habilidade política admirável. Tinha paciência para negociar e se destacava por conhecer, pelo nome, cada deputado do Congresso Nacional. Também era admirado por receber, em seu gabinete, os deputados de menor expressão, os chamados “baixo clero”.
Dado o seu poder de articulação, a trajetória do baiano também o credenciava a disputar a presidência da República num futuro próximo, até ter a sua vida interrompida pelo infarto.

Prefeitura de Rio Bonito mete os pés pelas mãos

Flávio Azevedo
A Prefeitura de Rio Bonito, através das pessoas que comandam o poder Executivo, declarou apoio a Matheus Neto (candidato a deputado estadual), Marcos Abrahão (candidato a deputado estadual) e mais recentemente a Marquinhos da Luanda Car (candidato a deputado federal).

Através de um governo fraco, sem realizações, onde o trivial é comemorado como se fosse uma grande realização, o governo municipal tem perdido popularidade. Até aqui, a marca da atual gestão era a falta de habilidade política e liberdade para os secretários atuarem. De algumas semanas para cá, porém, alia-se a isso, as atitudes persecutórias e impopulares.

Estão muito enganados os senhores, Paulo Melo e Eduardo Cunha, se estiverem pensando em conseguir, em Rio Bonito, um montante superior a 3 mil votos. E nunca é demais lembrar que o atual governo foi eleito com 15.964 votos.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

PMDB lança campanha em Rio Bonito na corrida pelas eleições de cinco de outubro

Flávio Azevedo
Com as presenças dos prefeitos de Tanguá, Silva Jardim (vice), Itaboraí, vereadores desses respectivos municípios e de lideranças de toda região, o PMDB lançou de maneira oficial a sua campanha em Rio Bonito. O evento aconteceu nessa quarta-feira (30/07), no Esporte Clube Fluminense. A prefeita Solange Almeida chegou, por volta das 19h30min, acompanhada do governador, Luiz Fernando Pezão, dos deputados, Paulo Melo (estadual) e Eduardo Cunha (federal); e Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador, Sérgio Cabral, que também disputa uma das vagas do Congresso Nacional.
O grupo era esperado por centenas de correligionários e cabos eleitorais que estavam munidos de bandeiras e bandeirolas. Na esquina da Rua Nilo Peçanha com a Av. Manuel Duarte, um grupo colocava “praguinhas”, com o número do PMDB, no peito de quem chegava. Boa parte dos vereadores de Rio Bonito estava presente, entre eles Marcos Fernando da Fonseca, o Marquinhos da Luanda Car, que está na corrida por uma das cadeiras do parlamento federal. Luanda foi chamado ao palco pelo governador Pezão, único que mencionou a candidatura de Marquinhos a deputado federal.
Embora não tenha tido a oportunidade de falar no evento, em seu perfil, no Facebook, o vereador Marquinhos da Luanda Car mencionou o evento e agradeceu “o carinho do governador Pezão”. Ele destacou a beleza da festa e demonstrou confiança na “caminhada vitoriosa que nós estamos trilhando”. Ele terminou agradecendo “as manifestações de apoio e apreço dos presentes”.
– Além da atenção do governador, Pezão, muitos amigos e correligionários, gente que vem acompanhando o nosso trabalho, vieram me abraçar, me cumprimentar e oferecer uma palavra de incentivo. Essa demonstração de apreço me deixa esperançoso quanto ao nosso futuro! Obrigado amigos! – encerrou Luanda.

Muita rasgação de seda

O primeiro a falar foi o vereador, Reginaldo Ferreira Dutra, o Reis, que comentou a amizade dele com o deputado Paulo Melo; pediu aos seus eleitores para votar no amigo; destacou a presença dos vereadores riobonitenses presentes; e comentou as obras que Rio Bonito está recebendo da administração do PMDB. Na sequência discursou a candidata Soraia Santos, esposa do deputado federal, Alexandre Santos, que não vai disputar as eleições, mas está indicando a esposa para o cargo.
Sob alguns gritos de “olha que gatinho!”, também fez o seu discurso, o presidente do PMDB Jovem, Marco Antônio Cabral. Para ele, que tem dicção e trejeitos muito similares ao pai, “o atual governo do estado é a gestão que mais investiu no interior do Rio de Janeiro, por isso deve continuar a governar o território fluminense”.
Também discursaram Eduardo Cunha e César Maia. Esse concorre a uma das vagas do Senado Federal. Aquele tenta retornar ao Congresso Nacional. Eduardo Cunha destacou a sua amizade com a prefeita Solange Almeida; frisou que ela faz falta no Congresso Nacional; disse que em Brasília a prefeita constantemente estava buscando investimentos e emendas para Rio Bonito; e ressaltou a importância de se votar com consciência. Já César Maia destacou a qualidade do grupo vitorioso que foi montado pelo PMDB e destacou a sua experiência de 50 anos na vida pública é o seu diferencial na disputa pela vaga do Senador Federal.

Solange Almeida

Com a tradicional emoção que lhe é peculiar, a prefeita Solange Almeida iniciou o seu discurso ressaltando o volume de pessoas presentes e para delírio dos seus cabos eleitorais disparou: “atiçaram o formigueiro!". Durante a sua fala, ela ressaltou a importância do deputado federal, Eduardo Cunha para a manutenção do seu mandato de deputada federal.
– Eu tive o meu mandato caçado e por três anos eu fiquei pendurada por uma liminar. O meu mandato foi mito prejudicado por conta dessa situação, mas eu sempre pude contar com Eduardo Cunha. Ele sempre esteve ao meu lado até que eu fui inocentada – contou a prefeita.
Sobre o deputado Paulo Melo, a prefeita destacou a origem humilde do presidente da Alerj; lembrou a sua trajetória de vida; e frisou que Rio Bonito precisa apoiar o deputado por ser ele um dos grandes responsáveis pelas obras que estão chegando ao município. Ela também enalteceu os nomes de Pezão e Sérgio Cabral e acrescentou: “mesmo que você não goste de mim, não deixe de votar em Pezão, porque você estará votando a favor de Rio Bonito”, afirmou a prefeita que terminou a sua fala com um verso bíblico: “Quando o justo governa, o povo se alegra; quando o ímpio governa, o povo geme".

Mais rasgação de seda

O deputado Paulo Melo voltou a dizer que o político é empregado do povo e que as pessoas públicas precisam ter “vergonha na cara e trabalhar em prol de quem o elege para justificar a confiança que recebe do eleitor”. Ele disse ainda o homem público é um empregado do povo e espera que o povo de Rio Bonito renove o seu contrato para que ele possa trabalhar mais quatro anos na Alerj por esse povo.
Finalizou o governador Luiz Fernando Pezão, que ressaltou a dedicação da prefeita Solange Almeida por Rio Bonito; o quanto ela busca melhorar a vida do município, através das ações do governo federal; e gracejou: “vaga em hospital então eu já perdi a conta do número de telefonemas que recebo”. Sem comentar nomes de candidatos a Presidência da República, Pezão voltou a ressaltar as ações do governo do Estado nas áreas de Saúde e Segurança, mas pouca coisa para o interior.
– Estamos avançando muito em todos os setores. O Estado do Rio, hoje, é um estado forte. Temos o melhor senador do Brasil conosco, o nosso vice, Francisco Dornelles. Temos um colaborador que não posso deixar de destacar, que é o Felipe Peixoto. Temos ao nosso lado, muitas pessoas que estão dando tudo de si pela nossa vitória – disse o governador, anunciando que o seu nome tem crescido nas pesquisas. “Enquanto o nosso nome cresce os outros ficam no mesmo patamar, isso é um grande sinal para nós”.

terça-feira, 29 de julho de 2014

"Loucos por Jesus"

Flávio Azevedo 
Ginásio Antônio Figueiredo lotado para receber o Seminário “Loucos por Jesus”, no último domingo (27/07), no Rio Bonito Atlético Clube. Ao ver minha publicação sobre o evento, alguém me pergunta in box: “ué, depois do que você escreveu sobre a Marcha Para Jesus, eu pensei que você iria criticar esse evento".

Bem, diante desse pensamento equivocado, eu acho interessante dar novo esclarecimento sobre a minha posição a respeito de eventos promovidos pelo segmento gospel:

1 – Nada tenho contra os evangélicos. Aliás, eu também sou evangélico;

2 – Nada tenho contra a Marcha Para Jesus, que tenha todos os dias, não financiada com o dinheiro público;

3 – O evento que recebeu o pastor Lucinho foi cobrado (R$ 20,00) o ingresso, mas as pessoas pagaram para entrar e custear a programação, que não foi custeada com dinheiro dos cofres públicos;

4 – Que bom seria se nós pudéssemos subvencionar eventos religiosos, que realmente, aos olhos da moral, é mais decente que o Carnaval. Entretanto, o artigo 19 da Constituição Brasileira proíbe subvencionar o que é relacionado à religião, não fala nada de Carnaval ou eventos culturais e esportivos;

5 – A Constituição tem esse artigo, porque o Estado, graça a Deus, é laico. Aliás, não fosse o Estado laico, ia ter evangélico querendo me colocar na fogueira da inquisição, querendo me decapitar ou me jogar às feras, somente porque eu discordei da forma como foi feita a Marcha Para Jesus;

6 – Os vereadores, líderes religiosos e qualquer outro brasileiro, que discordam desse importante artigo (19) da Constituição Brasileira, que se candidatem ao Senado Federal ou Congresso Nacional, e façam uma “emenda supressiva ou modificativa” nesse artigo.

No mais, parabéns aos organizadores do seminário "Loucos Por Jesus" e o meu cumprimento especial ao glorioso Jonatas Teixeira, que se empenhou bastante para que ele acontecesse. Legal ver um rapaz tão jovem e tão dedicado às coisas de Deus. Que Papai do Céu o conserve assim! E que outros aprendam como é que se promove "Jesus" sem um centavo de recurso público.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Roubo de carga na BR – 101 em Imbaú/SJ

Flávio Azevedo 
O roubo de carga, um dos crimes mais comuns da Região, voltou a acontecer na madrugada dessa terça-feira (22/07). O motorista de um caminhão que fazia o transporte de salmão teve o seu veículo roubado quando parou num posto de combustíveis no Km 242, na altura de Imbaú, em Silva Jardim. Segundo o registro policial, o motorista foi rendido por dois homens armados.

Os bandidos agiram com o mesmo modus operandi que tem sido registrado por outras vítimas. Depois de ser rendido ele foi levado pelos marginais junto com o caminhão e toda carga. Quilômetros adiante o motorista foi deixado num matagal às margens da BR – 101. A polícia confirmou que a carga estava segurada. O valor do roubo não foi informado.

Muitos casos na BR – 101

Na reunião do Conselho Comunitário de Segurança (CCS), do último dia 16 de julho, o comandante da 3ª CIA da Polícia Militar de Rio Bonito, Anderson Sodré, falou sobre os roubos de veículos em Rio Bonito. De acordo com ele, cerca de 50% dos casos são roubos que acontece na BR – 101, que por ser uma rodovia federal, não está sob a jurisdição da Polícia Militar.
– Dos últimos 37 casos de roubo de veículos, mais da metade disso aconteceu na BR – 101, onde acontece muito roubo de carga e do caminhão. Esses números acabam figurando em nossas estatísticas, mas nós não temos o que fazer, porque a jurisdição dessa área é da Polícia Rodoviária Federal – lembrou Sodré, acrescentando que das metas estipuladas para a 3ª CIA, apenas essa não foi cumprida, “porque muitos desses roubos acontecem fora do nosso raio de ação”.

As demais metas alcançadas foram a de homicídio e roubo a transeunte.